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Sala de gerador em hospitais deve resistir duas horas para conter avanço do fogo

Chamas no Hospital Badim, no Rio, tiveram origem em um curto-circuito em um gerador da unidade e causou 11 mortes

Fabiana Cambricoli, O Estado de S.Paulo

14 de setembro de 2019 | 09h00
Atualizado 25 de outubro de 2019 | 17h06

SÃO PAULO - A área de um hospital onde ficam os geradores deve ter estrutura que a isole das outras alas do edifício em caso de incêndio e que resista ao fogo e à fumaça por duas horas. Isso é o que estabelece regulamentação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) sobre segurança em edificações de estabelecimentos de saúde. O fogo no Hospital Badim, no Rio, teve origem em um curto-circuito em um gerador da unidade e causou 11 mortes. 

Segundo a norma da Anvisa, os prédios dos hospitais devem ser divididos em compartimentos, ou seja, setores preparados para tolerar o incêndio sem que ele se expanda para o restante do prédio. "Os compartimentos são como caixas de sapato pelas quais o fogo, a fumaça e a temperatura não passam num determinado período de tempo", explica Marcos Kahn, engenheiro especialista em segurança contra incêndio e diretor administrativo da Associação Brasileira para o Desenvolvimento do Edifício Hospitalar (ABDEH).

"A ideia da compartimentação é isolar o incêndio para que você possa continuar a retirar o pessoal em segurança. Não sei se o gerador do Hospital Badim estava compartimentado. Se estava, não tinha porque o incêndio sair daquela área em um período de tempo tão pequeno", diz o especialista.

Além da compartimentação, os hospitais são orientados a possuir outros itens de combate a incêndio, como chuveiros automáticos (sprinklers), detecção e alarme de incêndio e uma brigada de incêndio treinada.

Questionada se o hospital seguia a recomendação da compartimentação de seus setores,  a assessoria de imprensa do Badim informou que "segue as normas correntes e havia o devido isolamento na área do gerador".

 

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