Fabio Motta/Estadão
Fabio Motta/Estadão

Samba da Império Serrano empolga, mas escola peca em luxo e acabamento

Além de fantasias e alegorias pobres e mal acabadas, até o letreiro do tripé que acompanhava a comissão de frente anunciando o nome da escola tinha defeitos: as três últimas letras da palavra Império estavam apagadas

Fabio Grellet, O Estado de S.Paulo

03 de março de 2019 | 23h58

Primeira escola a se apresentar neste domingo no sambódromo do Rio de Janeiro, abrindo a primeira noite de desfiles do Grupo Especial, o Império Serrano apresentou o enredo "O que é, o que é?", sobre o sentido e os rumos da vida. 

+ Acompanhe desfiles das escolas de samba do Rio de Janeiro 

A força do samba - uma famosa composição de Gonzaguinha, lançada em 1982 - empolgou a plateia, mas a escola repetiu alguns erros do ano passado, quando foi a última colocada - e só não foi rebaixada por conta de uma virada de mesa. 

Além de fantasias e alegorias pobres e mal acabadas, até o letreiro do tripé que acompanhava a comissão de frente anunciando o nome da escola tinha defeitos: as três últimas letras da palavra Império estavam apagadas. Apesar disso, o samba contagiou o público, como era previsto.

Para expor um tema tão abstrato, o Império começou apresentando o nascimento de Cristo, retratado pela comissão de frente - mas, nessa versão, ele nasceu nos dias atuais e em meio a moradores de rua. O tripé que acompanhava a comissão era um palco ocupado alternadamente pelos integrantes da comissão de frente e pelo primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, Diogo Jesus e Verônica Lima. Por meio de um elevador, a plataforma onde eles estavam era elevada a quatro metros de altura para se exibir em frente a cada cabine de jurados. 

As primeiras alas retrataram as religiões; em seguida foram exibidas as formas como a vida pode ser classificada: um tesouro, uma aventura, uma viagem, um presente, um doce, um carnaval, um labirinto...

No último setor foram exibidas as principais expectativas que temos: esperamos ter sorte, saúde, paz, aprender e sermos campeões. Não será o caso do Império desta vez, mas valeu a tentativa - inclusive pela justa homenagem à cantora e compositora imperiana Dona Ivone Lara, primeira mulher a compor sambas-enredo no carnaval do Rio, morta no ano passado, aos 96 anos. 

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