Wilson Dias/Agência Brasil
Wilson Dias/Agência Brasil

Secretaria de Saúde confirma dois casos de sarampo no RJ

Estado investiga outros 17 casos suspeitos da doença; em 2017, apenas um Estado cumpriu a meta de vacinação contra a doença

Roberta Jansen, O Estado de S.Paulo

09 Julho 2018 | 12h31
Atualizado 09 Julho 2018 | 21h45

RIO - A Secretaria de Estado de Saúde (SES) confirmou na manhã desta segunda-feira, 9, a ocorrência de dois casos de sarampo entre estudantes do curso de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

As ocorrências – as primeiras da doença no Estado em 18 anos – foram confirmadas ontem pela Secretaria de Saúde fluminense. As amostras foram analisadas pela Fiocruz, laboratório de referência do Ministério da Saúde. Outros 15 casos suspeitos estão sob monitoramento das autoridades de saúde.

+ Só um Estado atinge meta de vacinação do sarampo

O primeiro caso confirmado foi o de Ingrid Grandini, de 21 anos. O segundo registro seria de um estudante do mesmo curso, cujo nome não foi divulgado pela pasta.

Na semana passada, após o caso de Ingrid, foi feita vacinação de bloqueio na Faculdade Nacional de Direito da UFRJ. Foram aplicadas 573 doses em alunos, professores e funcionários. Segundo a faculdade, também foram dados alertas à comunidade acadêmica.  

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A proteção contra o sarampo faz parte das vacinas Tríplice Viral e Tetra Viral, disponíveis conforme calendário de vacinação do Ministério da Saúde para crianças de 12 (1.ª dose) e de 15 meses (2.ª dose). A cobertura vacinal para crianças de 1 ano no Estado é de 95%, taxa considerada ideal pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Para José Augusto de Britto, pediatra do Instituto Fernandes Figueiras, da Fiocruz, tudo indica que o vírus voltou a circular no País trazido por imigrantes da Venezuela, onde houve surto em 2017. “O vírus é altamente transmissível: passa por fala, espirro, tosse, todo tipo de secreção.”

Brasil. Vinte e cinco Estados e o Distrito Federal não alcançaram, em 2017, a meta de vacinação contra o sarampo. Segundo o último informe do Ministério da Saúde, o País tinha, até o fim de junho, 465 casos confirmados de sarampo em Roraima e Amazonas, além de 1.872 em investigação. A Secretaria da Saúde gaúcha confirmou outras sete ocorrências do vírus na semana passada. E nesta segunda Rondônia teve a primeira confirmação.  

Procurada nesta segunda, a Secretaria de Saúde de São Paulo disse que não há casos autóctones da doença confirmados no Estado. Como Ingrid Grandini passou pela capital quando já estava infectada, a pasta monitora se houve transmissão. 

No dia 5 de julho, um bebê de sete meses morreu após contrair a doença em Manaus. Segundo histórico médico, o menino não havia sido vacinado.

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