Wilton Júnior/Estadão
Wilton Júnior/Estadão

Secretaria de segurança do Rio elogia parceria com Forças Armadas após desentendimento

Nota afirma que trabalho integrado continua, depois de já ter resultado na prisão de 88 pessoas, mas destaca que pedidos feitos ao governo federal não foram atendidos; Ministério da Defesa havia cogitado suspender operações

Fabio Grellet, O Estado de S.Paulo

18 Setembro 2017 | 22h11

RIO - Um dia após um intenso tiroteio causado por confronto entre traficantes na favela da Rocinha, na zona sul do Rio, a Secretaria Estadual de Segurança do Rio de Janeiro afirmou nesta segunda-feira (18), em nota, que a parceria com as Forças Armadas continua e já resultou na prisão de 88 pessoas. A pasta registra, no entanto, que os pedidos apresentados ao governo federal não foram atendidos.

A mensagem foi uma resposta ao questionamento sobre a utilidade da parceria, anunciada no fim de julho como forma de combate à violência no Estado, mas que não tem conseguido controlar a atividade criminosa no Rio. Na sexta-feira, 15, o Ministério da Defesa cogitou suspender a Operação O Rio Quer Segurança e Paz devido a desentendimentos com a Secretaria de Segurança  do Rio, após recentes críticas. 

A última operação realizada em parceria entre as forças de segurança federais e as polícias Civil e Militar do Rio ocorreu em 21 de agosto. Durante as três ações realizadas até agora, não chegou a ser apreendido nenhum fuzil.

"O relacionamento com as Forças Armadas sempre foi de parceria, traduzida em inúmeras ações conjuntas em prol da população fluminense", afirma a nota da secretaria. "A nova forma de colaboração entre as instituições, em operações integradas, foi definida após o governo do Estado pedir recursos para o pagamento do Regime Adicional de Serviço (RAS).

O governo federal acenou com a cessão de efetivo. A Secretaria de Segurança pediu o patrulhamento ostensivo de rodovias federais, vias expressas, portos e aeroportos. O governo federal propôs apoio em operações de cerco durante ações policiais", continua o texto, registrando a diferença entre os pedidos do governo do Estado e as ofertas do governo federal.

"Com esse modelo, três operações foram realizadas com êxito e novas operações estão em planejamento. A presença do Exército garantiu que as ações ocorressem sem distúrbios civis. O número de presos chega a 88. O trabalho integrado continua e inclui a Força Nacional de Segurança Pública, a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal e a Agência Brasileira de Inteligência", conclui a nota.

Procurado na noite de segunda-feira, 18, o Ministério da Defesa não quis se pronunciar.

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