Edvaldo Reis, Hélio Melo e Mariana Ramos/Prefeitura do Rio de Janeiro
Edvaldo Reis, Hélio Melo e Mariana Ramos/Prefeitura do Rio de Janeiro

Secretário de Educação critica atuação da PM em áreas onde há escolas

No Facebook, Cesar Benjamin escreveu que não está conseguindo ser recebido por autoridades do Estado e que unidades de ensino 'têm de ser lugares de paz'

Constança Rezende, O Estado de S.Paulo

06 Abril 2017 | 09h53

RIO - O secretário municipal de Educação do Rio de Janeiro, Cesar Benjamin, que tem feito críticas a atuação da Polícia Militar em regiões onde há escolas, publicou um texto em seu perfil no Facebook na noite desta quarta-feira, 5, em que diz não estar conseguindo ser recebido pelas autoridades de segurança do Estado. Benjamin também declarou que começará, nesta quinta-feira, 6, a passar um abaixo-assinado nas escolas para que o pedido de audiência seja respaldado pela comunidade escolar.

O secretário também levantou dados. Segundo ele, cerca de 650 mil crianças e jovens, 43 mil professores, 23 mil funcionários e mais de 1 milhão de pais, mães e responsáveis, integrantes da comunidade escolar da cidade, "vivem uma situação de crescente insegurança".

"Muitas de nossas 1.537 escolas situam-se em áreas conflagradas, em que o poder público não mais exerce controle territorial efetivo. Facções criminosas ditam as regras do cotidiano, frequentemente em conflito entre si", disse. "Incursões policiais, violentas e inúteis, causam vítimas inocentes e agravam a situação. A população está indefesa. Somos parte dela."

O secretário pediu à Secretaria de Segurança Pública e ao Comando Geral da Polícia Militar uma audiência para a formalização de "protocolos claros e rígidos, elaborados em comum acordo, para que a ação policial não ameace a rotina das escolas e a vida de seus integrantes".

"A adversidade nos une. Não desistiremos da nossa missão. É a civilização contra a barbárie", escreveu.

Benjamin também quer que os comandos de todos os batalhões da Polícia Militar recebam representantes das comunidades escolares de suas áreas de atuação para debater a situação em cada região da cidade e oferecer garantias públicas de que esses protocolos serão respeitados.

"É imperativo que as instituições estatais busquem uma atuação não conflitante, mas harmônica e complementar. Hoje, isso é especialmente relevante nos casos da educação e da segurança", disse. "As escolas têm de ser lugares de paz." 

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