Fábio Motta/Estadão
Fábio Motta/Estadão

Secretário teme rebeliões por falta de pagamento para empresas de refeições

Três fornecedoras de 'quentinha' que prestavam serviço para 13 unidades prisionais do Rio rescindiram contrato; dívida seria de R$ 180 milhões

Clarissa Thomé, O Estado de S.Paulo

08 Maio 2017 | 10h27
Atualizado 08 Maio 2017 | 11h04

RIO - O secretário de Administração Penitenciária do Rio de Janeiro, Erir da Costa Filho, alertou o governo para o risco de rebeliões nos presídios do Estado por causa da falta de pagamento das empresas de alimentação. Em março e abril deste ano, três empresas que fornecem "quentinhas" rescindiram o contrato com o governo. Elas prestavam serviço para pelo menos 13 unidades penitenciárias, fornecendo 23 mil refeições diárias. 

O documento, encaminhado para o governador Luiz Fernando Pezão em 19 de abril, foi tornado público pelo portal G1. No texto, Costa Filho pede a liberação de "recursos para o pagamento emergencial" das empresas fornecedoras de alimentação. A dívida seria de R$ 180 milhões, de acordo com o secretário. 

No comunicado, o secretário alerta para "consequências incalculáveis" e fala em evitar "iminentes desastres". Ele pede o repasse mensal de R$ 30 milhões para o pagamento das empresas. 

A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) informou que "não vai tecer comentários sobre documentos oficiais". A pasta não informou se o governo fez repasses depois do envio do documento. Nos últimos meses, a refeição dos presos já vinha perdendo a qualidade. As empresas vêm servindo salsicha e moela, no lugar de carnes mais caras.

Já a Secretaria de Estado de Fazenda informou que fez repasses de R$ 56 milhões para o pagamento de fornecedores de alimentação. A pasta não confirmou o montante da dívida, que seria de R$ 180 milhões.

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