Wilton Júnior/Estadão
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Segundo PM suspeito de matar menino no Alemão deve ser ouvido

Policial que admitiu ter atirado contra Eduardo de Jesus Ferreira é esperado na delegacia nesta quinta-feira; outro envolvido já depôs 

Carina Bacelar, O Estado de S. Paulo

09 de abril de 2015 | 11h57

Atualizado às 15h05

RIO - A Polícia Civil espera ouvir nesta quinta-feira, 9, um segundo depoimento do policial militar que admitiu que pode ter atirado contra o menino Eduardo de Jesus Ferreira, de 10 anos, à 8ª Delegacia de Polícia Judiciária das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs). A delegacia investiga administrativamente a conduta dos PMs envolvidos na ação que resultou na morte do menino.

De acordo com o delegado Alexandre Herdy, da Delegacia de Homicídios da Capital Fluminense (DH), foi encaminhada uma solicitação oficial ao comando da Polícia Militar para que o policial deponha nesta quinta-feira. Lotado na UPP do Alemão há pouco mais de 3 anos, ele foi afastado do cargo e se encontra de licença médica.
Um outro policial da UPP, que já foi ouvido na DH, também admitiu ter atirado no momento da ação no Areal, localidade do Complexo do Alemão onde Eduardo foi morto, na zona norte do Rio de Janeiro. Ele também está licenciado por motivos médicos.

Ao todo, o comando da PM afastou oito policiais envolvidos na ação de seus cargos. De acordo com a Polícia Civil, ao todo, quatro policiais da UPP, na dianteira do grupo, e oito do Batalhão de Choque participavam de uma patrulha quando, segundo o relato dos PMs, foram surpreendidos por criminosos na localidade do Areal, onde Eduardo foi baleado.

De acordo com Herdy, cerca de 25 depoimentos de 16 pessoas já foram prestados à DH. O delegado também confirmou que o tiro que atingiu o menino tinha "alta energia cinética", o que aponta para um disparo de fuzil

Outro caso. Mais três policiais militares devem prestar depoimento nesta quinta-feira na DH, mas em um segundo caso de morte por armas de fogo no Complexo do Alemão, o de Elizabeth de Moura, de 40 anos, morta com um tiro no rosto na quarta-feira, 1º. Na segunda-feira, a irmã de Elizabeth esteve na DH e prestou depoimento. A família afirma que um PM foi o autor do disparo.

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