Facebook/ Reprodução
Facebook/ Reprodução

Segurança acusado de matar rapaz em mercado poderá responder por homicídio doloso

Caso foi classificado inicialmente como culposo (sem intenção de matar), mas segundo o delegado do caso essa decisão não está fechada. Jovem morreu dentro de uma unidade do Extra na Barra da Tijuca

Fábio Grellet, O Estado de S.Paulo

18 de fevereiro de 2019 | 21h04

RIO - O segurança particular Davi Ricardo Moreira Amâncio, de 32 anos, acusado pela morte de Pedro Henrique Gonzaga, de 25 anos, após imobilizá-lo dentro do hipermercado Extra, na Barra da Tijuca (zona oeste do Rio), na última quinta-feira, 14, pode responder por homicídio doloso (intencional), em vez de homicídio culposo (sem intenção), segundo a Polícia Civil do Rio. O homicídio culposo gera pena de um a três anos de prisão, se o réu for condenado. O homicídio doloso cometido por asfixia, como pode ser o caso, implica em pena de 12 a 30 anos de prisão, se houver condenação.

Inicialmente o caso foi registrado como homicídio culposo pela Polícia Civil. Amâncio foi preso em flagrante, pagou fiança de R$ 10 mil e foi autorizado a responder à acusação em liberdade.

Mas o laudo do Instituto Médico-Legal (IML) indica que Gonzaga morreu asfixiado por estrangulamento, o que pode levar a polícia a considerar que o segurança assumiu o risco de matar a vítima. Outros aspectos também serão considerados, como a conduta da vítima até ser imobilizada pelo segurança e os alertas feitos ao segurança por testemunhas sobre o perigo de matar o cliente.

Segundo o delegado Antônio Ricardo Lima Nunes, diretor do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) do Rio, a tipificação ainda não está fechada. “Temos um prazo de 30 dias (a partir da data do crime) para terminar a investigação. Se tivermos indicadores de que o segurança assumiu o risco de causar a morte, então pode ser alterado para homicídio doloso”, afirmou nesta segunda-feira, 18.

A polícia já sabe que a vítima chegou viva à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Barra da Tijuca, onde recebeu os primeiros socorros. Mas ali sofreu três paradas cardiorrespiratórias e morreu.

Segundo a polícia, em depoimento, Amâncio acusou Gonzaga de tentar tomar sua arma e negou ter apertado o pescoço da vítima. A reportagem não conseguiu localizar o segurança nem seus representantes, na noite desta segunda-feira, para se manifestar sobre a possibilidade de ser indiciado por homicídio doloso.

Nesta terça-feira, 19, a mãe de Gonzaga, Dinalva Santos de Oliveira, que acompanhava o filho no supermercado, vai prestar depoimento à Polícia Civil.

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.