Segurança de secretário do Rio é morto com tiros de fuzil

Homem de confiança de Beltrame foi morto na Linha Amarela; em 12 horas, cidade teve 11 assassinatos por tiro

Pedro Dantas, O Estado de S. Paulo

29 de fevereiro de 2008 | 11h30

O Rio de Janeiro se transformou em palco para violência na madrugada desta sexta-feira, 29. Em menos de 12 horas, pelo menos 11 pessoas foram assassinadas a tiros na cidade. Um dos mortos era um agente de segurança direta do secretário de Segurança Pública do Rio, José Mariano Beltrame. Ele foi atingido por mais de 20 tiros, quando passava pela Linha Amarela, uma das principais vias expressas da capital fluminense. Os outros mortos, segundo a polícia, são supostos traficantes.  A emboscada teria acontecido por volta das 5h20 desta sexta-feira, 29. Natan Evaristo da Silva, de 44 anos, ia para o trabalho quando foi surpreendido por bandidos armados com fuzis. Ele trafegava no sentido Barra da Tijuca da via, na altura do bairro de Pilares, na zona norte. Os bandidos dispararam pelo menos 60 tiros contra o Palio Weekend particular, que ficou destruído. O secretário ainda não se manifestou a respeito do fato.  Na Rua Aquias Cordeiro, no Méier (zona norte), um comboio de traficantes e policiais militares trocaram tiros. O confronto terminou com seis criminosos mortos e dois presos. Pela manhã, na Vila dos Pinheiros, no Complexo da Maré, quatro supostos traficantes foram encontrados mortos dentro de um Fox. Beltrame e policiais militares O secretário de Segurança tem enfrentado uma séria crise com oficiais da Polícia Militar que lideraram uma série de protestos contra a defasagem salarial na PM. A reivindicação dos oficiais, inclusive, foi responsável pela exoneração do coronel Ubiratan Ângelo do comando-geral da PM - ele foi substituído pelo coronel Gilson Pitta.

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