AFP PHOTO / MAURO PIMENTEL
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Seis são mortos durante megaoperação na Cidade de Deus

Objetivo da ação, segundo a PM, era buscar suspeitos pelo assassinato de um capitão na manhã desta quinta

Roberta Jansen, O Estado de S.Paulo

03 Maio 2018 | 17h49

RIO - Pelo menos seis pessoas morreram e outras três ficaram feridas durante uma megaoperação policial na Cidade de Deus, na zona oeste. O objetivo da operação, segundo a polícia, era buscar os suspeitos do assassinato de um capitão da PM na manhã desta quinta-feira, 3, que teriam se escondido na favela. O tiroteio levou pânico também à Linha Amarela, que acabou sendo interditada durante duas horas.

A operação começou cedo, depois que o capitão da PM Estefan Cruz Contreiras, de 36 anos, foi morto a tiros em uma aparente tentativa de assalto no bairro da Pechincha, em Jacarepaguá, na zona oeste, às 6h50. Imagens de câmeras de segurança mostram o capitão pilotando uma moto e sendo abordado por uma outra moto. As imagens mostram quando ele é executado a tiros. Trata-se do 40º policial morto no Rio este ano.

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Um grupo de policiais da Divisão de Homicídios seguiu para o local para investigar a morte de Contreiras e, segundo informou, foi recebido a tiros por criminosos da Cidade de Deus. Uma operação envolvendo homens do Comando de Operações Especiais (COE) da PM, do 18º Batalhão da Polícia Militar (Jacarepaguá) e da Unidade de Polícia Pacificadora entrou na comunidade, onde os assassinos do PM teriam se escondido. Seis pessoas foram mortas, segundo a Secretaria de Estado da Saúde. 

Equipes do Batalhão de Ações com Cães (BAC), do Batalhão de Polícia de Choque e do Batalhão de Operações Especiais (Bope) também participaram da operação. Helicópteros realizaram monitoramento aéreo da região. Houve uma intensa troca de tiros, que acabou provocando o fechamento da Linha Amarela durante duas horas, por medida de segurança. Antes da interdição da via, cenas de pânico foram registradas, com carros sendo abandonados e pessoas tentando se abrigar dos tiros.

Um PM foi ferido na operação e levado para o Hospital Lourenço Jorge, na Barra. Quatro suspeitos foram presos. Foram apreendidos dois fuzis e quatro pistolas. “Foi muito tiro, muito tiro, muito tiro”, disse um morador da comunidade que não quis se identificar e passou a manhã trancado em casa.

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Uma outra operação policial também paralisou a cidade na manhã de quinta. A operação no Complexo do Lins, segundo a PM, também começou cedo e igualmente foi motivada “em virtude dos últimos ataques aos policiais que atuam naquela região”. Homens da Unidade da Polícia Pacificadora (UPP) e de cinco diferentes batalhões fizeram uma varredura na favela e foram recebidos com tiros. Um PM e um suspeito foram feridos e levados para o Hospital Municipal Salgado Filho.

A Estrada Grajaú-Jacarepaguá foi fechada por volta das 7h nos dois sentidos e só foi reaberta às 11h. Na operação, a polícia prendeu um suspeito e apreendeu duas pistolas 9mm e 22 munições 9mm, além de maconha, cocaína, cheirinho da loló e crack.

 

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