Antonio Lacerda/EFE
Antonio Lacerda/EFE

Sequestrador morto por sniper é sepultado no Rio

William Augusto da Silva, de 20 anos, sequestrou ônibus e bloqueou a Ponte Rio-Niterói na manhã desta segunda. Velório nesta terça em São Gonçalo foi marcado pela comoção de parentes

Fábio Grellet, O Estado de S.Paulo

21 de agosto de 2019 | 18h36

RIO - Cerca de 50 pessoas acompanharam, na tarde desta quarta-feira, 21, o enterro de William Augusto da Silva, de 20 anos, que na terça-feira, 20, sequestrou, na ponte Rio-Niterói, um ônibus com 39 pessoas que seguia de São Gonçalo (Região Metropolitana do Rio) para o Rio de Janeiro. Ele foi morto por um atirador de elite da Polícia Militar, após manter reféns por cerca de quatro horas. Ninguém mais se feriu.

Silva foi enterrado às 17h25, no cemitério Parque da Paz, em São Gonçalo. Nenhum familiar nem amigo da família quis coversar com a imprensa. O velório e o enterro transcorreram sob muita comoção. A mãe e uma tia dele choravam compulsivamente, e a mãe precisou ser medicada. Após o enterro, a tia insistia em permanecer ao lado da sepultura: “Ele tem que ir embora comigo. Eu vou cuidar melhor dele”, repetia a mulher.

Segundo os reféns, o homem dizia apenas que queria "entrar para a história". A ação toda, no entanto, parecia planejada, segundo as testemunhas. O sequestrador havia levado os potinhos de garrafa PET para colocar gasolina, barbante para amarrar os passageiros, coquetel molotov, além de uma faca, uma arma falsa e taser.

Veja o momento em que o sequestrador é alvejado pelos policiais militares

"Ele só falava que queria entrar para a história, que a gente ia entrar para a história e que teria muita história pra contar", disse o professor de Geografia Hans Miller, de 34 anos, que estava no ônibus. Segundo Miller, embora ele tenha pendurado os potes com gasolina por todo o ônibus, em nenhum momento ele ameaçou botar fogo no veículo.

Daniele Farias, de 38 anos, mulher de um outro refém, com quem manteve contato por mensagem durante todo o sequestro, contou uma história parecida. "Meu marido falou comigo o tempo todo, dizendo que estava tudo bem, que ele não estava ameaçando ninguém, que estava calmo e que o que ele queria era parar a cidade, botar o terror", declarou Daniele.

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