Servidores e sindicalistas ocupam prédio do Ministério da Saúde no Rio

Grupo protesta contra medidas anunciadas por Temer que afetam a Saúde e pedem a saída de Ricardo Barros do cargo

Fábio Grellet, O Estado de S.Paulo

08 de junho de 2016 | 16h57

RIO - Um grupo com cerca de 50 servidores públicos da área da saúde, sindicalistas e representantes de movimentos sociais ocupam, desde a manhã desta quarta-feira, 8, o prédio onde funciona o Núcleo Estadual do Ministério da Saúde no Rio de Janeiro (Nerj), no centro da cidade.

Eles protestam contra medidas anunciadas pelo presidente em exercício Michel Temer (PMDB) que afetam a saúde pública, como a desvinculação de até 30% das receitas da União, contra o ministro da Saúde, Ricardo Barros, e contra a permanência de Temer no cargo. Cartazes e faixas onde se lê “Fora, Temer” foram instaladas no nono andar, onde o grupo se instalou.

Os manifestantes foram recebidos pelo coordenador de administração hospitalar, André Tadeu, que já ocupava o cargo durante a gestão da presidente afastada, Dilma Rousseff (PT). Os manifestantes não definiram até quando vão permanecer no local.

Participam da ocupação o Fórum em Defesa da Saúde, a Frente Povo Sem Medo e três centrais sindicais (CSP-Conlutas, CTB e CUT), além de sindicatos da categoria. Outra reclamação do grupo é contra a possível indicação do diretor de administração do Into, Jair Veiga, para coordenação da gestão hospitalar do Rio. Segundo os manifestantes, ele defende privatizações.

Consultado pela reportagem, o Ministério da Saúde informou que “as atividades não foram interrompidas e que o expediente segue normalmente nesta quarta-feira”.

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