Síndica pode ser indiciada por morte de menina no Rio

Menino de 5 anos morreu da mesma forma no mesmo prédio, em 1998; outro inquilino se intoxicou

PEDRO DANTAS, Agencia Estado

20 de agosto de 2007 | 20h14

O delegado da 16ª Delegacia de Polícia da Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio, Carlos Augusto Nogueira Pinto, declarou nesta segunda-feira, 20, que pode indiciar a síndica do prédio ou o proprietário do imóvel no condomínio Barra Beach por homicídio doloso, onde a menina Kawai Baisotti, de 12 anos, morreu intoxicada no domingo por gás num banheiro.   O delegado fez a afirmação após saber que no mesmo prédio, em 1998, um menino de 5 anos morreu da mesma forma e que o inquilino anterior à família da menina também sofreu uma intoxicação no mesmo banheiro."Quem era responsável pela manutenção vai responder inicialmente por homicídio culposo, mas se for constatado que houve negligência ou aceitação do risco de morte, pode ser indiciado por homicídio doloso", afirmou o delegado. Hoje, o laudo do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) confirmou que Kawai morreu intoxicada por gás. Uma perícia foi realizada no local por técnicos do ICCE e pela Companhia Estadual de Gás (CEG). O delegado da 16ª DP declarou que as instalações de gás do apartamento são antigas, os dutos de exaustão pequenos. Por meio de uma nota, a CEG informou que a "ventilação inferior - espaço embaixo da porta do banheiro - não está correta" e que a chaminé do aquecedor possui diâmetro "insuficiente às normas técnicas vigentes". Amanhã, a síndica Sônia Malaquias e a gerente Márcia Campos do Barra Beach, prestarão depoimentos.

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