Acervo pessoal
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Morre soldado viúvo de policial morta com tiro na cabeça no Rio

Três meses após perder a mulher, Blaier Monteiro Valença foi baleado durante tentativa de assalto na zona oeste do Rio

Carina Bacelar, O Estado de S. Paulo

11 Outubro 2015 | 16h59

RIO - Morreu na noite deste sábado, 10 , o soldado da PM Blaier Monteiro do Acre Valença, lotado no Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (Cefap). Ele era viúvo da também soldado da PM Drielle Lasnor de Morais, que morreu em junho depois de ser atingida por um tiro na cabeça durante uma ação na zona oeste, no final de maio. Valença estava internado havia um mês no Hospital Estadual Albert Schweitzer, em Realengo, depois de ter sido baleado em uma tentativa de assalto na zona oeste do Rio.

Dois dias antes de ser baleado, Valença havia postado uma foto em sua página no Facebook. Estava sorrindo e fazia um sinal positivo com um dos dedos. Amigos comemoraram na ocasião. "Que bom ver esse sorriso no seu rosto, Deus agindo", disse uma amiga do soldado.

Após a morte, a irmã de Drielle também escreveu na rede social. "Existem pessoas que nem mesmo a morte separa. Sou prova de quanto você sempre foi louco por ela (Drielle). Tanto que preferiu partir. Acredito que você só ficou esse tempo pelo seu pai! Tanto que acordou no dia exato pra dar o sorriso de parabéns pra ele. Vai com Deus, cunhado. Manda meu beijo na maninha. Diz que eu a amo e sinto a falta dela", desabafou. 

Valença, que estava havia três anos na corporação, foi abordado por criminosos quando passava pela Estrada São Pedro de Alcântara, em Deodoro, na zona oeste. Ao reagir ao assalto, acabou baleado. O caso é investigado pela 33ª Delegacia de Polícia, em Realengo. O enterro será nesta segunda-feira, 12, no Jardim da Saudade, em Sulacap (zona oeste). 

O pai de Drielle, que também era policial militar, morreu da mesma maneira que a filha, há dez anos: foi atingido, durante serviço, e não resistiu aos ferimentos.

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