STJ liberta suposto chefe da máfia dos caça-níqueis

Turcão foi preso há três meses durante as investigações da Operação Hurricane e aguardará em liberdade

Clarissa Thomé e Marcelo Auler, do Estadão,

27 Julho 2007 | 20h36

O contraventor Antonio Petrus Kalil, o Turcão, de 84 anos, foi libertado na tarde desta sexta-feira, 27, depois de permanecer preso três meses sob a acusação de envolvimento com a máfia dos caça-níqueis, inclusive com a compra de sentenças para beneficiar o jogo ilegal. O Superior Tribunal de Justiça concedeu liminar para que Turcão aguarde em liberdade o julgamento.   O contraventor estava preso por força de mandados obtidos pela Polícia Federal durante as investigações das operações Hurricane 1 e 2. No início deste mês, o ministro Marco Aurélio Melo, do Supremo Tribunal Federal concedeu habeas-corpus para 20 pessoas que haviam sido presas na primeira fase da operação.   Turcão e os contraventores Aílton Guimarães Jorge, o Capitão Guimarães, e Aniz Abrahão David, o Anízio, ficaram no grupo que não ganhou a liberdade com aquela decisão porque haviam sido denunciados na segunda fase das investigações e tiveram novos mandados expedidos contra eles.   Com a decisão do ministro Francisco Peçanha, do Superior Tribunal de Justiça, Turcão poderá aguardar o julgamento em liberdade. A defesa do contraventor tem pedido a liberação do contraventor por conta do seu estado de saúde debilitado - Turcão sofre de apnéia, é diabético e tem um marca-passo. Para dormir, ele precisa de um equipamento para estimular os batimentos cardíacos.   Também foram beneficiados pela decisão do ministro Francisco Peçanha o delegado federal Carlos Pereira e o agente Francisco Martins da Silva. Carlos Pereira chefiava a Delegacia da Polícia Federal em Niterói e, segundo a denúncia, receberia entre R$ 40mil e 50 mil por mês para beneficiar a máfia dos caça-níqueis.

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