TAM apontou falhas no avião para isentar governo, diz Maia

Para prefeito do Rio, gestos de Marco Aurélio Garcia mostram a comemoração do governo por matéria

Paulo R. Zulino,

26 Julho 2007 | 22h38

O prefeito do Rio de Janeiro, Cesar Maia, disse que a TAM foi pressionada a apontar possíveis falhas no Airbus A320 que se acidentou em São Paulo, encontrando assim uma "boa saída" para isentar o governo federal da tragédia ocorrida, no último dia 17, na em Congonhas, zona sul de São Paulo, que deixou pelo menos 200 mortos. A informação foi dada em entrevista concedida pelo prefeito carioca à reportagem da Rádio Jovem de São Paulo. "Eu tive essa informação, de que houve essa pressão, que terminou redundando em uma matéria da Rede Globo", afirmou.   De acordo com Cesar Maia, a matéria veiculada pelo 'Jornal Nacional', dias após o acidente, já era esperada pelo governo federal. O prefeito revelou que o gesto obsceno feito por Marco Aurélio Garcia, assessor internacional do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, seria, na verdade, uma comemoração pela matéria ter ido ao ar. "Eles estavam esperando a matéria. Na hora em que ela foi exibida, eles (Marco Aurélio e outro assessor) apenas comemoram, o gesto é automático. É um escárnio! A reação dele (Marco Aurélio) foi dizer: conseguimos!", destacou Maia. A matéria levada ao ar pelo 'Jornal Nacional' dizia, entre outras coisas, que o Airbus A320 da TAM que se chocou contra o prédio da TAM Express, nas imediações do Aeroporto de Congonhas, tinha um defeito no reversor da turbina. O prefeito do Rio falou que o objetivo da reportagem era melhorar a imagem do presidente Lula.   "Essa matéria foi veiculada para tentar quebrar a linha de desgaste do presidente Lula. Tinha como objetivo dar cobertura a tal imagem, que anda muito desgastada".

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