TCM detectou irregularidades no acabamento de ciclovia

Em seis vistorias na Ciclovia Tim Maia, técnicos acharam rachaduras, buracos e desnível, além de estruturas enferrujadas

Constança Rezende, O Estado de S. Paulo

25 Abril 2016 | 17h51

RIO - O presidente do Tribunal de Contas do Município (TCM), Thiers Vianna Montebello, afirmou na tarde desta segunda-feira, 25, que o órgão detectou irregularidades no acabamento da Ciclovia Tim Maia, cujo primeiro trecho inaugurado liga o Leblon a São Conrado, na zona sul do Rio de Janeiro. 

A via teve parte de sua pista destruída por uma onda do mar durante ressaca, na última quinta-feira, 21, o que provocou a morte de duas pessoas. A corte, porém, não investigou a infraestrutura da obra, porque esse tipo de checagem não faz parte das atribuições do tribunal, explicou o conselheiro.

Em seis vistorias, técnicos do TCM acharam rachaduras, buracos e desnível na pista, além de estruturas enferrujadas. “Durante a execução da obra, fizemos algumas recomendações para a melhoria do projeto, que foi sendo moldado. A prefeitura tem por hábito atender às recomendações do tribunal ou apresentar explicações. Mas nada em relação à estrutura da obra, o que não é de nossa competência. O que houve, provavelmente, foi um erro no planejamento do projeto, e alguém vai ser responsabilizado”, disse Montebello.

Segundo ele, o tribunal também não vai investigar o desabamento da ciclovia. “Este não é o papel do tribunal e, sim, da polícia e das universidades contratadas para fazer as perícias”, afirmou. O presidente do TCM também deu a entender que não vê problemas no fato de que empreiteira Concremat, responsável pela construção da ciclovia Tim Maia, pertence à família do secretário de Turismo da cidade do Rio, Antônio Pedro Viegas Figueira de Mello. “O TCM não tem que se meter nessas áreas. Às vezes pertencer a família não tem nada a ver uma coisa com a outra”, declarou.

Montebello aproveitou a ocasião para rebater uma declaração do prefeito Eduardo Paes de que o TCM contestou um suposto “excesso de pinos”, que reforçariam a estrutura. “Isso não existiu. O que houve foi que constatamos que estes itens não estavam na memória de cálculo da obra e pedimos uma explicação”, disse.

A 15ª Delegacia de Polícia (Gávea), que investiga o desabamento da via, deverá ouvir engenheiros e funcionários da empresa que construiu a obra ainda nesta semana. Duas perícias já foram realizadas no local.

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