Marcos Arcoverde / Estadão
Marcos Arcoverde / Estadão

Temer se reúne com instituições financeiras para falar sobre restauração do Museu Nacional

Três dias após o incêndio que destruiu cerca de 90% do acervo do local, presidente tenta montar uma rede de apoio para reconstruir o museu no menor tempo possível

O Estado de S.Paulo

05 Setembro 2018 | 08h15

BRASÍLIA - Três dias após o incêndio no Museu Nacional do Rio Janeiroque destruiu cerca de 90% do acervo, o presidente Michel Temer faz mais uma reunião nesta quarta-feira, 5, no Palácio do Planalto para discutir o assunto.

Ele chamou autoridades da cultura e representantes de instituições bancárias públicas e privadas para tentar organizar o grupo que atuará no processo de restauração do museu.

Temer quer montar uma espécie de rede de apoio para a reconstrução do Museu Nacional no menor tempo possível. As parcerias devem definir mecanismos para que as empresas se associem na reconstrução do edifício e na busca pela recomposição do acervo destruído pelas chamas.

Reveja: o rosto da tragédia

Algumas das alternativas para viabilizar o projeto se baseiam na Lei Rouanet, principal política de incentivos fiscais. Pela lei, empresas e pessoas físicas, ao aplicarem em cultura, poderão ter dedução no Imposto de Renda. O porcentual disponível é de 6% do tributo para pessoas físicas e 4% de IRPJ para pessoas jurídicas.

Para o diretor do Museu Nacional, Alexander Kellner, o ideal é definir recursos diretos do Orçamento da União de 2019. Nas reuniões das quais ele participou na véspera em Brasília, ressaltou a importância do edifício do museu por onde passaram os integrantes da família real brasileira e que a sociedade tem de contribuir neste processo.

Devem participar da reunião no Palácio do Planalto o ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Dyogo Oliveira, e o diretor da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), Murilo Portugal Filho.

Também foram convidados os presidentes da Caixa Econômica Federal, Nelson Antônio de Souza; do Banco Safra, Rossano Maranhão Pinto; do Banco Santander, Sérgio Agapito Lires Rial; do Banco BTG Pactual, Roberto Balls Sallouti; do Bradesco, Octavio de Lazari Junior; e do Itaú Unibanco, Cândido Botelho Bracher.

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São esperados ainda o presidente em exercício da Petrobrás, Rafael Mendes Gomes, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Kátia Bogéa, do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), Marcos Mantoan, e Eneida Braga, uma das diretoras do órgão. / AGÊNCIA BRASIL

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