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Tenente-coronel assassinado no Méier é enterrado com honras militares

Realizada sob intensa emoção, a cerimônia reuniu colegas das Polícias Civil e Militar, familiares e amigos de Luiz Gustavo Teixeira

Fábio Grellet, O Estado de S.Paulo

27 Outubro 2017 | 18h17
Atualizado 27 Outubro 2017 | 18h51

RIO - O corpo do tenente-coronel Luiz Gustavo Teixeira, de 48 anos, morto nesta quinta-feira, 26, ao reagir a um assalto no Méier, na zona norte do Rio de Janeiro, foi enterrado com honras militares às 17h15 desta sexta-feira, 27, no Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, na zona oeste. 

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Realizada sob intensa emoção, a cerimônia reuniu centenas de colegas das Polícias Civil e Militar do Rio, além de familiares e amigos. Muito abalados, os pais do policial acompanharam o enterro ao lado do comandante da PM do Rio, coronel Wolney Dias, que também ficou bastante emocionado, entre lágrimas.

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Teixeira era comandante do 3º Batalhão da PM, no Méier, e foi morto por volta do meio-dia de quinta-feira, quando passava pela Rua Hermengarda, fardado, a caminho do batalhão, em um carro descaracterizado.

Criminosos que estavam no carro imediatamente à frente daquele ocupado por Teixeira tentaram praticar assaltos, e o policial reagiu. Ele foi ferido e, embora socorrido, acabou morrendo no Hospital Municipal Salgado Filho, também no Méier.

 

Carioca merece segurança melhor

Questionado se os comandantes de batalhões da Polícia Militar, como Luiz Gustavo Teixeira, não merecem um esquema de segurança melhor, em função do cargo que ocupam, o subsecretário de Assuntos Estratégicos da Secretaria de Estado de Segurança do Rio, Roberto Auzir Dias Chaves, afirmou que "todo cidadão do Rio de Janeiro merece uma segurança melhor, não só as autoridades".

Chaves afirmou que os responsáveis pela morte de Teixeira serão presos.

"Todos os esforços estão sendo envidados no sentido de elucidar o que aconteceu. Infelizmente, não é um fato isolado. Temos atuado em diversas frentes, hoje mesmo tivemos outra operação, com outro foco, e o trabalho é incessante nos três níveis de governo para trazer o Rio de Janeiro a um patamar considerado razoável de controle da criminalidade. É um esforço contínuo, que leva infelizmente à vitimização de policiais como esses dois que morreram ontem", afirmou, referindo-se também a um policial morto na tarde de quinta-feira em Guadalupe, na zona norte. Ele será sepultado no sábado, 28.

O subsecretário representou na cerimônia o secretário estadual de Segurança do Rio, Roberto Sá, que estava em compromisso fora do Estado. Chaves elogiou a parceria com as forças federais de segurança.

"As Forças Armadas continuam nos ajudando como sempre estiveram. Essa é uma ajuda contínua que provavelmente vá perdurar até o final de 2018."

Muito emocionado, o coronel Wolney Dias, comandante da Polícia Militar do Rio, limitou-se a lamentar a morte dos policiais. 

"A Polícia Militar está extremamente triste. Perdemos um companheiro, acabamos de enterrá-lo hoje, e amanhã enterraremos mais um. A PM está de luto, mas mesmo assim continuará trabalhando, continuaremos operando, empreendendo ações. Daremos as devidas respostas. Não é normal, não me digam que é normal se perder 112 policiais militares", afirmou o coronel Dias. "São 112 companheiros, são 112 famílias que derramaram seu suor, suas lágrimas e seu sangue no solo desse Estado em prol da defesa da sociedade."

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