Testemunhas confirmam entrega de propina a PMs no caso Mascarenhas

Policiais teriam pedido R$ 10 mil para atropelador do filho de Cissa Guimarães ser liberado

Pedro da Rocha, do Estadão.com.br,

10 de setembro de 2010 | 07h38

Em depoimentos na Justiça Militar do Rio de Janeiro, Roberto Bussamra e Rafael Bussamra confirmaram nesta quinta-feira, 9, as negociações para oferecimento de propina aos policiais militares Marcelo José Leal Martins e Marcelo de Souza Bigon.

 

Rafael Bussamra atropelou o músico Rafael Mascarenhas, filho da atriz Cissa Guimarães, no dia 20 de julho, no Túnel Acústico, zona sul do Rio.

No depoimento, eles disseram que as negociações ocorreram no bairro Jardim Botânico e que os policiais militares pediram R$ 10 mil para liberar Rafael. Os PMs o abordaram após o acidente, o levaram até uma praça e combinaram receber a propina nas proximidades de um banco onde Roberto Bussamra tem conta.

 

Roberto afirmou que se sentiu ameaçado e com medo porque o sargento Leal tinha anotado seu telefone e o endereço de sua residência. Segundo ele, quando foi informado, por telefone, que a vítima era o filho de Cissa Guimarães, já havia entregue R$ 1 mil aos policiais.

 

Na audiência, também foram ouvidos Gustavo Bullus, que estava de carona de um segundo carro; o major PM Gustavo Bastos, encarregado do inquérito; o cabo Márcio Leal de Mattos, controlador de rádio do Batalhão; e o cabo Tarsis Doria Nóia, responsável pela condução da ocorrência do atropelamento.

 

A juíza fixou prazo de cinco dias para a defesa arrolar suas testemunhas.

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