Tiro que atingiu garoto no Rio foi dado de prédios ou favela

Polícia descarta que a bala tenha saído da Rocinha, que fica atrás do clube, ou de prédios laterais

Talita Figueiredo, especial para O Estado de S. Paulo,

04 de dezembro de 2007 | 19h12

O tiro que atingiu a cabeça do menino H.R., de 12 anos, na noite de sábado, 1.º, enquanto ele jogava bola no Clube Federal, do Alto Leblon (bairro de classe média alta do Rio), partiu de prédios em frente ao clube ou da favela Chácara do Céu, que fica atrás desses prédios, a 500 metros do local da tragédia. A polícia descartou nesta terça-feira que a bala tenha saído da Rocinha, que fica atrás do Federal, ou de prédios laterais. Polícia investiga o calibre de arma que baleou garoto no Rio "Pela posição do menino quando foi baleado, o disparo foi feito por alguém que estava em frente a ele. O principal agora é a perícia definir qual foi o calibre da arma, para que possamos saber exatamente a que distância o atirador estava do clube. O perito disse acreditar que a bala seja de pistola 9 mm, que pode ter uma trajetória grande, de até um quilômetro. Pode ter sido da Chácara do Céu, mas não descartamos que tenha vindo de um dos prédios em frente ao clube", disse o delegado responsável pelo caso, Rafael Menezes. Peritos utilizam exames de raio X e tomografias feitas no hospital para identificar o calibre da bala. Nesta terça, foi feita nova perícia no clube, com a participação de três testemunhas que estavam próximas ao menino na hora do fato e que ajudaram a polícia a definir exatamente a posição de H.R. no campo de futebol, quando foi baleado. Menezes disse que nenhuma das testemunhas ouviu estampidos de tiros. No entanto, o delegado disse que vai enviar policiais à paisana para conversar com porteiros e moradores da região, para descobrir se alguém ouviu o disparo. "Vamos procurar saber se nesses prédios há pessoas que têm porte de arma por causa da profissão", disse o delegado. Menezes afirmou que, caso o tiro tenha sido feito da Chácara do Céu, haverá uma operação na favela para tentar identificar o culpado. O garoto permanecia internado no Centro de Tratamento Intensivo do Hospital Miguel Couto, no Leblon, em estado grave. A bala não pôde ser retirada da cabeça do menino. H.R. estava no clube com os pais, que participavam de uma festa. Há poucos meses a família se mudou do Leblon para Niterói, para fugir da violência.

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