Marcos de Paula/Estadão
Marcos de Paula/Estadão

Tiroteio fecha por quase uma hora teleférico do Alemão

Segundo a PM, policiais faziam patrulhamento quando foram atacados por bandidos armados; não há informações sobre feridos

Tiago Rogero, O Estado de S. Paulo

07 Janeiro 2015 | 10h44

RIO - O teleférico do Complexo de Favelas do Alemão, na zona zorte do Rio de Janeiro, teve de ser fechado por cerca de uma hora na manhã desta quarta-feira, 7, por causa de tiroteios entre criminosos e militares da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP). Apesar da nova troca de tiros, a Polícia Militar informou não haver até agora informações sobre feridos. Ninguém foi preso.

De acordo com a PM, policiais da UPP da Favela Nova Brasília, uma das 15 comunidades do Complexo do Alemão, faziam patrulhamento de rotina por volta das 8h desta quarta-feira quando "encontraram um grupo de bandidos armados que efetuaram disparos contra a guarnição, na escadaria do Largo do Samba".

Os PMs então teriam revidado e os criminosos fugiram. "Ações de varredura estão sendo executadas em busca dos suspeitos da ação", informou a Polícia Militar. O caso foi registrado na delegacia da Polícia Civil que fica dentro do Alemão, a 45ª DP.

De acordo com a SuperVia, concessionária que administra o teleférico do Alemão - construído com recursos do governo federal por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) -, o equipamento teve de ser fechado às 8h por "questões de segurança pública", e o serviço só foi retomado às 8h50.

Prisões. Nesta terça-feira, 6, policiais civis da 22ª DP, na Penha, que também atende às ocorrências do Alemão, prenderam dois homens apontados como envolvidos em "diversos ataques" às bases das UPPs dos Complexos do Alemão e da Penha. Julius Cezar Correia da Silva foi preso por porte ilegal de arma de fogo e associação para o tráfico; Carlos Lucas Cassimiro da Silva, conhecido como LC, foi detido por tentativa de homicídio e tráfico.

A prisão foi nesta terça-feira, mas a informação foi divulgada na manhã desta quarta-feira pela Polícia Civil. Segundo a polícia, os dois atuavam como "braços armados" da facção criminosa Comando Vermelho na Vila Cruzeiro, uma das principais comunidades do Complexo da Penha.

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