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Tiroteios deixam 2 mortos no Rio

Confrontos entre policiais e acusados de crimes foram registrados nas zonas sul e oeste; segundo a polícia, baleados eram assaltantes

Roberta Pennafort e Suellen Amorim, Especial para o Estado

15 de agosto de 2016 | 13h51
Atualizado 15 de agosto de 2016 | 21h32

RIO - Dois homens foram mortos em tiroteios entre policiais e bandidos, nesta segunda-feira, 15, no Rio. Um dos casos aconteceu na comunidade do Cantagalo, na zona sul, e outro dentro de um shopping na Barra da Tijuca, zona oeste carioca. 

A morte no Cantagalo foi resultado de uma ação da Polícia Militar, na manhã desta segunda. O homem foi levado para o Hospital Miguel Couto, onde morreu. O confronto teria acontecido durante um patrulhamento de rotina – dois suspeitos foram presos na ação. O incidente foi relatado a menos de três quilômetros da Praia de Copacabana, uma das áreas de competição da Rio-2016.

Com o suspeito, que não teve o nome divulgado, foi apreendida, segundo a PM, uma pistola calibre 380. De acordo com a Unidade de Polícia Pacificadora (UPP), ele foi baleado em troca de tiros por volta das 9 horas.

No segundo tiroteio, um assaltante morreu e outro ficou ferido em uma tentativa de roubo em uma agência do Bradesco dentro do Shopping Barra Garden. Os criminosos foram alvejados por um policial civil e um agente penitenciário que levavam um malote de dinheiro à agência para depósito – e reagiram à ação.

O fato aconteceu às 15h30. O policial e o agente chegavam à agência, quando os bandidos anunciaram o assalto. Douglas da Silva Gonzaga foi baleado na coxa e Carlos Eduardo Santoro, no pescoço, na perna e na barriga – este morreu no Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra. O policial civil foi atingido de raspão no pé; o agente não foi atingido. O shopping, de pequeno porte e frequentado por moradores de condomínios próximos, não estava cheio. Lojistas e frequentadores ficaram apavorados com os tiros. Algumas lojas fecharam as portas.

Ferramenta. Segundo a ferramenta Fogo Cruzado, um aplicativo criado pela Anistia Internacional, as quatro áreas olímpicas do Rio registraram nove tiroteios desde o início das competições. Na região do Maracanã, foram quatro casos. Em Copacabana, outros três. Uma ocorrência em Deodoro e outra na Barra da Tijuca fecham a conta. O Fogo Cruzado traça um mapa colaborativo dos tiroteios no Rio, a partir de dados da polícia, fatos divulgados na imprensa e descrições de colaboradores: cidadãos comuns ou vinculados a líderes comunitários. 

Para além das ocorrências em áreas olímpicas, o Fogo Cruzado lançou um balanço da primeira semana dos Jogos. Entre os dias 5 e 12, foram registrados ao menos 59 disparos de arma de fogo na região metropolitana. A média é de 8,4 disparos por dia, ante 4,5, em média, na semana anterior. Foram 34 atingidos, com 14 mortes: 11 civis e 3 agentes de segurança, entre eles o soldado Hélio Vieira Andrade, da Força Nacional de Segurança. Andrade havia sido deslocado de Roraima para reforçar a segurança na Olimpíada e foi alvejado ao entrar por engano no Complexo da Maré.

A Secretaria de Segurança do Rio informou que as estatísticas de criminalidade do Rio são divulgadas de “forma transparente”. Segundo a pasta, os oito primeiros dias do mês de agosto apresentaram redução de 34,6% nas vítimas de homicídios na capital, em comparação com o mesmo período de 2015.

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