Tiroteios deixam um morto e um ferido em favelas da zona norte

Mulher foi morta no Complexo do Chapadão após protesto de moradores que fechou avenida; no Alemão, homem foi baleado

THAISE CONSTANCIO, O Estado de S. Paulo

06 Agosto 2014 | 11h04

Atualizado às 14h45

RIO - Maria de Lourdes Correia do Nascimento, de 68 anos, foi morta por volta das 5 horas desta quarta-feira, 6, durante tiroteio entre policiais e traficantes no Complexo do Chapadão, na Pavuna, zona norte do Rio de Janeiro. Em protesto, moradores do conjunto de favelas fecharam a Avenida Professor Bernardino Rocha. Para bloquear o trânsito, eles atravessaram um ônibus na via e apedrejaram o para-brisa, além de atearem fogo em sacos de lixo.

Por causa do tiroteio e do protesto 4,6 mil alunos de 14 unidades escolares (6 escolas, 4 creches e 4 Espaços de Desenvolvimento Infantil - EDIs) da rede municipal ficaram sem aula.

Segundo o comandante do 41°Batalhão (Irajá, na zona norte), tenente-coronel Luiz Carlos Leal Gomes, os policiais fazem uma operação nas Favelas da Pedreira e da Quitanda para cumprir um mandado de prisão.

Ao chegarem ao complexo, os policiais foram recebidos com muitos tiros, segundo a própria polícia. Foi chamado, então, o reforço do 9.° BPM (Rocha Miranda, na zona norte) e do 14.° BPM (Bangu, na zona oeste), além do veículo blindado, o Caveirão, do 41.° BPM. O Caveirão foi intensamente alvejado nos pneus e no radiador e ainda está na favela, de acordo com a Polícia Militar. A operação ainda está em andamento.

Alemão. Morador do Complexo do Alemão, na zona norte, Rhuan Vianna, foi baleado nas costas nesta quarta-feira durante troca de tiros entre policiais e traficantes que permanecem na comunidade mesmo após a ocupação pelas forças de segurança, em novembro de 2010. Ele foi encaminhado para o Hospital Municipal Salgado Filho, no Méier, na zona norte, e já recebeu alta. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, o tiro foi superficial.

Na página do Facebook, a Voz da Comunidade publicou uma foto de Rhuan deitado de lado em uma maca, recebendo medicamento na veia. Na imagem, ele está de olhos abertos e rói as unhas. Inicialmente, o jornal havia informado que ele foi levado para o Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha, zona norte, perto do conjunto de favelas.

De acordo com a Coordenadoria de Polícia Pacificadora, policiais faziam um patrulhamento de rotina por volta das 23h desta terça-feira, quando se depararam com criminosos armados no Largo do Bulufa, na Favela da Grota. Houve troca de tiros, mas os bandidos conseguiram fugir.

O caso foi registrado na 45ª Delegacia de Polícia (Alemão).

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