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Toco-Xona pede paz na segunda manhã de Carnaval do Rio, que tem Boitatá e 'Banga'

Bloco LGBT se inspira em John Lennon e prega liberdade, contra conservadorismo, machismo e discriminação

Denise Luna, O Estado de S. Paulo

23 de fevereiro de 2020 | 13h00

A manhã do segundo dia oficial do Carnaval carioca começou cedo no Aterro do Flamengo, que liga o centro à zona sul do Rio, com o desfile parado desde às 7h do Toco-Xona, primeiro bloco LGBT da cidade, que há 13 anos celebra as lésbicas empoderadas e reúne milhares de pessoas. O nome é uma abreviação da frase "Quem leva toco se apaixona".

Este ano, inspiradas pela fase pacifista de John Lennon o bloco se propõe a fugir do conservadorismo, do machismo e da discriminação, pregando a liberdade. "Imagina só como seria se a liberdade tomasse consciência do respeito ao próximo e voasse com asas livres para tomar o corpo que quisesse, a forma que quisesse, a cor e a crença que quisesse. Se pudéssemos ser livres sem repressão, julgamento ou discriminação", convoca o bloco em uma página nas redes sociais.

Por volta das 9h, em outro trecho do Aterro, o Bangalafumenga, mais conhecido como "Banga", traz a MPB e o rock em ritmo de samba para a festa carioca, dividindo os foliões com outro bloco marcado para às 11h, o Cordão do Boitatá, que fica parado no entorno da Praça XV, no centro da cidade.

O Boitatá foi criado em 1996 por estudantes e músicos amigos, e é um dos responsáveis pela volta do sucesso dos blocos de rua no carnaval do Rio. Tocando vários gêneros musicais às vezes durante sete horas seguidas, o bloco ficou conhecido por atrair fantasias criativas, o que hoje se vê por toda a cidade.  No único ano que não se apresentou no domingo - saiu na segunda-feira - fez com que alguns foliões desavisados e frustrados que foram à Praça XV fundassem outro bloco, o Boi Tolo, que costuma sair no mesmo dia em ruas paralelas à apresentação do Boitatá.

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