Tom Jobim vive dia de caos com fechamento de Congonhas

Revoltada, a filha de uma passageira que teria passado mal jogou um caixote no guichê da Gol

24 Julho 2007 | 19h30

Atrasos, fila de até 300 metros e o cancelamento de um vôo para Belém, na madrugada da última segunda-feira, causaram tumulto no Aeroporto Internacional Antonio Carlos Jobim. A passageira Maria da Graça Ribeiro sofreu uma crise nervosa e foi atendida no local. O arremesso do caixote de plástico foi atribuído à filha dela, identificada como Roberta. Depois, o balcão da Gol ficou fechado por alguns minutos e a segurança foi reforçada.   O avião deveria ter decolado às 19h30 de segunda-feira. Os passageiros esperaram a noite toda na fila e entraram na sala de embarque, mas por volta de 2h30 a companhia aérea anunciou o cancelamento da viagem. Irritados, eles reclamaram da falta de informações. "Foi uma sacanagem. Ficamos esperando mais de cinco horas, depois entramos na sala de embarque. Esperamos mais e depois de 2 da manhã eles avisaram que o vôo tinha sido cancelado.   Todo mundo ficou com muita raiva", declarou a estudante Letícia Menezes da Silva. Moradora de Belém, ela passou as férias no Rio, na casa de uma tia. Às 10 da manhã, Letícia continuava no aeroporto, sem previsão de embarque.   "Hoje eu não dormi", relatou, deitada sobre o carrinho de malas. Alguns passageiros foram para hotéis, mas muitos ficaram por lá, em busca de conexões. Pela manhã, o painel da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) mostrava 18 vôos atrasados e 8 cancelados.   Um grupo de teatro do Rio temia não chegar a tempo no Equador para sua primeira apresentação no exterior. O vôo 7476 da Gol (Rio-Lima) estava previsto para as 21h30 de segunda-feira, mas às 11 da manhã de ontem ainda não tinha decolado. "Eles atrasam até 1h, quando disseram que não ia mais rolar.   A gente tem que chegar até 10h da manhã de quarta-feira em Lima para pegar um vôo para o Equador. A apresentação é às 19 horas de quarta. Não tem como adiar, e a gente não consegue chegar", disse Rivaldo Júnior Santana, de 27 anos, um dos integrantes do grupo Pardos. As passagens foram pagas pelo Ministério da Cultura. "Com a greve no ministério, já foi mais de um mês de trabalho para conseguir a liberação do dinheiro, e agora isso." Em clima de frustração, o grupo aguardava a confirmação de uma possível conexão em Guarulhos para chegar a Lima.

Mais conteúdo sobre:
Crise aérea vôo 3054

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.