Wilton Junior / Estadão
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'Tomara que não precise cancelar o carnaval’, diz Paes após suspender réveillon em Copacabana

Prefeito do Rio nega falta de dinheiro e diz que a decisão foi ‘técnica’, com base em ‘informações científicas’; médicos advertiam para o perigo de contaminação

Denise Luna, Rio de Janeiro

04 de dezembro de 2021 | 13h12

RIO - O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), espera que não seja necessário cancelar o carnaval na cidade em 2022. Ele anunciou na manhã deste sábado, 4, que o tradicional réveillon da cidade, na orla de Copacabana, não será mais realizado, seguindo orientação do comitê científico local. Será o segundo ano consecutivo em que a festa não acontecerá por causa da pandemia de covid-19.

 "Tomara que não precise cancelar o carnaval, pela importância da cultura e da atividade econômica", disse Paes em rápida entrevista coletiva nesta manhã.

 O anúncio do cancelamento do réveillon foi feito pelo Twitter mais cedo. Paes afirmou que a Prefeitura teria todas as condições de assumir os custos da festa do Ano Novo, ao contrário de notícias que foram divulgadas após o anúncio do cancelamento.

 "As decisões são técnicas, a partir da realidade e das informações científicas", disse o prefeito.

Nos últimos dias, médicos e pesquisadores advertiam para o perigo de nova onda de contaminações que poderiam ocorrer - sobretudo após a chegada da variante ômicron - com a aglomeração de milhões de pessoas na praia e nas ruas, durante a festa. Na outra ponta, empresários do setor de turismo mantinham esperança em recuperar parte das perdas da pandemia, apostando na celebração deste ano.

Apesar da decisão, o prefeito convidou os turistas para visitar a cidade. Lembrou que os pontos turísticos, praias, restaurantes e casas de show estão funcionando normalmente.

Quando lhe perguntaram sobre o cancelamento do réveillon da Avenida Paulista, também já anunciado pelo governador  João Dória (PSDB), Paes avaliou que a festa de São Paulo não é tão representativa como o realizada há décadas na orla carioca. A celebração no Rio reúne tradicionalmente 3 milhões de pessoas, em torno de shows de música e à espera da queima de fogos de artifício.

 "Eu acho lindo o réveillon na Paulista, mas impacta menos do que no Rio", disse Paes.

 

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