MARCOS ARCOVERDE/ESTADÃO
MARCOS ARCOVERDE/ESTADÃO

Torre de TV do Sambódromo do Rio será substituída

Para evitar problemas com carros alegóricos cada vez mais altos, prefeitura do Rio e Liga das Escolas de Samba planejam mudança

Fábio Grellet, O Estado de S. Paulo

23 de junho de 2015 | 18h49

RIO - Nos últimos anos, os desfiles das escolas de samba do Rio têm oferecido uma emoção adicional e involuntária. A cada carro alegórico que se aproxima dos setores 10 e 11, já no trecho final do sambódromo, surge a dúvida: será que vai passar ileso sob os 9,75 metros da torre de concreto usada por cinegrafistas e repórteres fotográficos para registrar imagens do alto? Não foram poucas as escolas que, por falta de planejamento ou problemas mecânicos nos carros, tiveram problemas com a torre. Pois agora a prefeitura do Rio e a Liga das Escolas de Samba (Liesa) planejam acabar com o problema: antes do próximo carnaval, a torre deve ser derrubada e substituída por uma estrutura móvel com pelo menos 11 metros de altura.

Ainda não estão definidos detalhes da obra, como data de realização e custo, mas a Empresa de Turismo do Município do Rio de Janeiro (Riotur) afirmou que apoia a mudança e que o tema “está em análise”. A Liesa já dá como certa a alteração.

Quando o sambódromo foi construído, antes do desfile de 1984, as alegorias não eram tão grandes como hoje e a altura da torre não significava uma ameaça. Mas os carros alegóricos foram crescendo: já em 1989, uma alegoria da Imperatriz Leopoldinense que trazia destaque representando Duque de Caxias sobre um cavalo tinha mais de 10 metros de altura e causou apreensão no público. A poucos metros da torre, porém, um mecanismo foi acionado para reduzir a altura da alegoria, o destaque tirou o chapéu e passou triunfante pela torre, sob aplausos do aliviado público. 

A escola sagrou-se campeã e o carnavalesco Max Lopes decidiu recorrer novamente ao mecanismo no ano seguinte. Em 1990, porém, o mecanismo não funcionou, o carro alegórico ficou vários minutos parado antes da torre e só passou depois que o mesmo destaque tirou adereços e fez contorcionismo para não ser derrubado. A escola perdeu pontos em evolução e ficou em quarto lugar.

Problemas semelhantes se repetiram muitas vezes desde então. Em 2015, a águia símbolo da Portela, exibida sob a forma do Cristo Redentor, tinha 18 metros de altura e causou suspense e tensão entre componentes e torcedores da escola de Madureira, na zona norte. Para alívio deles, o mecanismo que fez a alegoria se abaixar funcionou direitinho e a águia passou ilesa pela torre.


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