Traficante chefe de facção pode ter sido morto pela polícia

Márcio da Silva Lima, o Tola, lidera o Terceiro Comando Puro e atua em favelas de Senador Camará, no Rio

Clarissa Thomé, de O Estado de S. Paulo,

28 de dezembro de 2007 | 20h34

Um dos traficantes mais procurados pela polícia fluminense, Márcio da Silva Lima, o Tola, pode ter sido morto num confronto com PMs no fim da manhã de quinta-feira, 27. Ele é um dos chefes da facção criminosa Terceiro Comando Puro e atua em favelas de Senador Camará, na zona oeste. Após a troca de tiros, o comércio na Vila Aliança foi fechado e um ônibus foi incendiado. Policiais fizeram buscas em hospitais particulares e públicos, mas ele não foi localizado. O tiroteio ocorreu por volta das 11 horas. Policiais do Batalhão de Bangu interceptaram um Meriva, com quatro homens, na Estrada do Taquaral, acesso à Vila Aliança. Houve intensa troca de tiros, mas os criminosos conseguiram fugir. Por volta do meio-dia, um ônibus da linha 395 (Praça Tiradentes-Coqueiro) foi incendiado e o comércio fechou. Para parar o ônibus, sete homens fecharam a Estrada do Taquaral. Eles exigiram que os cerca de 20 passageiros descessem e atearam fogo. O Corpo de Bombeiros não seguiu para o local por causa dos tiros. Um carro blindado, conhecido como Caveirão, e um helicóptero deram apoio aos policiais do 14.º Batalhão. "Pela quantidade de armas que havia no carro e pela reação violenta, acreditamos que o Tola tenha sido baleado", disse um policial que participou da ação. Mais tarde, moradores da Vila Aliança informaram que o corpo do traficante estava na favela. A PM não confirmou a informação. Favela da Coréia No dia 17 de outubro, a Secretaria de Segurança fez uma grande operação na Favela da Coréia para tentar localizar Tola. Duzentos policiais civis de delegacias especializadas do Rio participaram da operação, que resultou na morte de 12 pessoas - dez acusados de ligação com o tráfico, um policial e uma criança de 4 anos. A ação durou sete horas e teve, durante todo o tempo, intensas trocas de tiros em diferentes pontos da favela.   Na ocasião, quatro policiais ficaram feridos e 13 pessoas foram presas. A operação causou polêmica quando dois homens foram filmados sendo perseguidos e mortos por policiais que estavam no helicóptero Águia. (colaborou Talita Figueiredo) 

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