Reprodução Google Street View
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Criminoso ferido que causou sequestro de médico é gerente do tráfico

Trata-se de Renan Barbosa Campos, o RN; baleado no braço e no antebraço ao fugir de uma blitz, ele foi à UPA da Maré

Fábio Grellet, O Estado de S.Paulo

18 Outubro 2017 | 20h17

RIO - A Polícia Civil do Rio de Janeiro identificou o traficante ferido atendido na madrugada do último domingo, 15, na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Complexo da Maré, na zona norte do Rio, e que levou ao sequestro de um médico colombiano. Trata-se de Renan Barbosa Campos, o RN, suposto gerente do tráfico na Vila do João, uma das favelas do complexo. Baleado no braço e no antebraço ao fugir de uma blitz, ele chegou à UPA por volta de 1 hora, escoltado por cerca de 50 comparsas.

+++ Polícia investiga sequestro de médico em UPA para acompanhar transferência de baleado

 

Durante o atendimento inicial, os médicos concluíram pela necessidade de cirurgia, impossível naquela unidade de saúde pela falta de equipamentos, e propuseram a transferência para um hospital público. Como o traficante provavelmente fosse ser identificado e preso, os criminosos decidiram levar Campos para outro lugar - provavelmente uma clínica particular na Baixada Fluminense -, usando a própria ambulância da UPA, e obrigaram o médico que havia feito o primeiro atendimento a acompanhar o traficante dentro do veículo.

Após chegar ao destino, que até agora a polícia não sabe exatamente qual foi, o médico foi transferido para outro veículo e levado de volta à UPA, onde chegou às 8 horas.

A Polícia Civil suspeitou inicialmente que o ferido fosse Thiago da Silva Folly, o TH, um dos líderes do tráfico de drogas no Complexo da Maré. Isso porque momentos antes da chegada do grupo à UPA tinha ocorrido um confronto de traficantes com policiais militares do Batalhão de Policiamento em Vias Expressas na Avenida Brasil, na altura de Bonsucesso, na zona norte, e um fuzil abandonado por criminosos e recolhido pela PM continha a inscrição "Tropa do TH".

O médico sequestrado e outros profissionais de saúde que atenderam o ferido, no entanto, não reconheceram Folly como sendo o homem ferido.

Pelas imagens das câmeras internas da UPA foi possível constatar que o feriado é Campos, que estaria escondido no próprio Complexo da Maré e com risco de perder o braço ferido.

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