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'Playboy' será sepultado às 15 horas; Morro da Pedreira segue ocupado

Playboy tinha 33 anos e era um dos bandidos mais procurados do País, com condenações que ultrapassavam 15 anos de prisão

Idiana tomazelli, O Estado de S. Paulo

09 Agosto 2015 | 13h09

RIO - O traficante Celso Pinheiro Pimenta, conhecido como Playboy, será sepultado neste domingo, 9, às 15h no Cemitério São Francisco de Paula, no Catumbi, região central do Rio de Janeiro. O bandido foi morto neste sábado no Morro da Pedreira, em Costa Barros, na zona norte, em operação conjunta da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) da Polícia Civil, da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) da Polícia Federal e do serviço de inteligência da Polícia Militar (PM).

O enterro estava marcado inicialmente para as 11h, mas o cemitério informou que às 12h30 o corpo do traficante ainda não havia chegado ao local. De acordo com a Polícia Civil, o Instituto Médico Legal (IML) já liberou o corpo, que aguardava a retirada pela família.

Playboy tinha 33 anos e era um dos bandidos mais procurados do País, com condenações que ultrapassavam 15 anos de prisão, em função de roubos, tráfico e homicídios. Por ele, era oferecida uma recompensa de R$ 50 mil.

Neste domingo pela manhã, o policiamento continuava reforçado na região do Morro da Pedreira. No sábado, as forças de segurança anunciaram que 400 agentes da Core, a tropa de elite da Polícia Civil, vão ocupar o morro por tempo indeterminado. Neste domingo, agentes do Batalhão de Operações Especiais (Bope), soldados da PM e o Batalhão de Choque também davam apoio à operação.

Segundo o subcomandante do 41º Batalhão da PM (Irajá), major José Mattos, até o momento não houve manifestações pela morte do traficante Playboy, mas a polícia segue atenta. “Vamos esperar para ver a movimentação depois do enterro”, disse.

Nas redes sociais, moradores manifestaram temor com as consequências da morte de Playboy, vinculado à facção Amidos dos Amigos (ADA). Na região chefiada pelo traficante, os tiroteios eram constantes, e a polícia só andava em carros blindados. Próximo dali fica o Morro do Chapadão, outro entre os mais violentos do Estado, vinculado ao Comando Vermelho (CV), facção rival.

“Sempre tive medo do que ia acontecer com a galera que mora aqui quando esse cara morresse, sinceramente estamos f.”, escreveu uma moradora, mencionando a “guerra” que se vivia antes de o traficante assumir o comando do Morro da Pedreira.

Playboy foi morto pela polícia após ser encontrado na casa da namorada, não identificada. A “operação cirúrgica”, segundo a PF, começou a ser preparada às 7h de sábado e tinha o objetivo único de localizar o traficante. Ao se deparar com os policiais, Playboy tentou reagir e acabou baleado. Pelo menos um dos tiros atingiu o abdome. Levado ao Hospital Geral de Bonsucesso, ele não resistiu aos ferimentos e morreu no início da tarde de sábado.

A operação mobilizou quase uma centena de agentes, três veículos blindados e apoio aéreo. Apesar disso, não houve confronto com outros bandidos.

Playboy era apontado como um dos líderes da facção ADA. Além do tráfico de drogas, atuava também como chefe de uma quadrilha de roubo de cargas. Nos últimos anos, comandou, em parceria com traficantes do Complexo do Caju, tentativas de invasão de favelas do Complexo da Maré, ambos na zona norte, levando terror aos moradores.

O traficante estava foragido desde 2009 e raramente saía do Morro da Pedreira, um dos mais pobres e violentos do Rio. Playboy ganhou o apelido por ter crescido em Laranjeiras, bairro da zona sul do Rio, mas teria entrado no mundo do crime já aos 16 anos, segundo a polícia. Ele pertenceu à quadrilha de Pedro Machado Lomba Neto, o Pedro Dom, especializada em assalto a residências. Jovem da classe média carioca que ingressou cedo no crime, Pedro Dom foi morto pela polícia em 2005, na Lagoa (zona sul). 

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