Marcos de Paula/Estadão
Marcos de Paula/Estadão

Traficantes ocuparam estações do BRT do Rio durante greve dos caminhoneiros, diz secretário

Serviço está sendo retomado, mas nas 22 estações situadas no trecho entre a estação Cesarão 1 e o terminal Campo Grande os ônibus não voltaram a circular regularmente por ordem do tráfico

Fábio Grellet, O Estado de S. Paulo

29 Maio 2018 | 17h12

RIO - Traficantes ameaçaram funcionários do BRT (corredor de ônibus expresso) Transoeste, na zona oeste do Rio, e transformaram estações em “grandes lojas do tráfico de drogas”, segundo afirmou nesta terça-feira, 29, o secretário municipal da Casa Civil do Rio, Paulo Messina.

Conforme o secretário, essa ocupação aconteceu nos últimos dias, quando o BRT ficou interrompido por falta de combustível. O serviço está sendo retomado, mas nas 22 estações situadas no trecho entre a estação Cesarão 1 e o terminal Campo Grande os ônibus não voltaram a circular regularmente por ordem do tráfico. Segundo Messina, a prefeitura do Rio acionou a secretaria estadual de Segurança para que garanta a retomada da circulação dos coletivos.

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“Ao ser questionado sobre o déficit do BRT no atendimento na região da Avenida Césario de Melo, o consórcio disse que todas essas estações foram tomadas pelo tráfico de drogas. As estações viraram quiosques, grandes lojas do tráfico de drogas, e o poder público perdeu o controle. O BRT informou que não está conseguindo operar por conta disso e a gente criou um grupo de trabalho para pedir socorro às forças de segurança, para que a gente retome os espaços e retome a operação. Traficantes estão ameaçando os funcionários do BRT e está impossível operar. A concessionária tem sua segurança patrimonial, mas essa é uma questão de segurança pública e nós precisamos do socorro do Estado”, afirmou, durante entrevista coletiva.

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Segundo Messina, responsáveis pelas secretarias municipais de Transportes e de Ordem Pública foram incumbidos de pedir ajuda à secretaria estadual de Segurança, para que promovam uma operação nas estações. Consultada pela reportagem, a secretaria estadual de Segurança não havia se manifestado até as 17 horas.

 

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