Trânsito calmo no eixo Norte-Sul após abertura de túnel no Rio

Por enquanto, Túnel Rebouças funciona parcialmente e pode ser totalmente aberto nesta terça-feira

Solange Spigliatti, estadao.com.br

29 Outubro 2007 | 13h27

O trânsito na região do túnel Rebouças, principal ligação entre as zonas Norte e Sul do Rio de Janeiro, estava tranqüilo por volta das 13 horas desta segunda-feira, 29, após a abertura de uma de suas galerias, no início da manhã. Segundo informações da Coordenadoria de Vias Especiais, funcionários estão instalando uma grade de proteção na encosta do túnel, na galeria sentido Norte-Sul. Essa proteção já havia sido colocada no Sul-Norte. Por isso, foi permitida a reabertura parcial do trânsito no túnel nesta segunda.   Túnel é a principal ligação entre as zonas norte e sul e poderá ser liberado totalmente na terça-feira   A galeria no sentido Centro permanecerá aberta até as 15 horas, quando será fechada para a inversão da pista, que passará a funcionar a partir das 16 horas sentido Sul. O Túnel Rebouças foi parcialmente aberto às 5 horas desta segunda-feira. Segundo a Prefeitura, cerca de 6 mil toneladas de terra já foram retiradas da encosta localizada acima da entrada do túnel e abaixo do Morro Cerro-Corá, no Cosme Velho. Mas a quantidade de terra que deslizou pode ser bem maior que as 7 mil t estimadas inicialmente.   Autoridades voltaram a trocar acusações sobre a responsabilidade pelo desmoronamento. O secretário de Obras do município, Eider Dantas, afirma que a prefeitura encontrou um cano de 2 polegadas da Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae) com furos e rachaduras sobre a encosta - a possibilidade de o desmoronamento ter sido causada por rompimento de tubulação foi levantada no dia da interdição, pelo prefeito Cesar Maia.   O presidente da Cedae, Wagner Victer, afirmou que um cano com essas medidas não seria capaz de provocar a queda de barreira, mesmo que o vazamento tivesse começado meses atrás. "Não vou cair na armadilha política que visa a desviar a atenção da população sobre as causas deste acidente. Se um cano rachado com o diâmetro de uma caixa de fósforos causasse deslizamento de terra, todas as favelas do Rio já teriam ruído. A responsabilidade por medidas como drenagem, combate ao desmatamento, coleta de lixo e controle de encostas e das construções irregulares é do município", disse Victer. Segundo ele, as ligações de água no Cerro-Corá foram feitas no ano passado, como parte do programa Favela-Bairro, da prefeitura.   Em meio ao bate-boca de autoridades, moradores do Cerro-Corá reclamam que o abastecimento foi suspenso desde o deslizamento. A prefeitura anunciou que usará carros-pipa para abastecer a caixa-d'água da favela. A Cedae retomou o fornecimento na sexta, mas tem dado prioridade a bombeiros que jogam jatos d'água na encosta com o objetivo de facilitar a remoção manual dos detritos.   (Colaboraram Fabiana Cimieri e Pedro Dantas, do Estadão.)

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.