Mario Moscatelli/Olhoverde via AP
Mario Moscatelli/Olhoverde via AP

Transpetro já recolheu 45 mil litros de óleo que vazou de seu duto na Guanabara

A área afetada por vazamento de petróleo cru no sábado atingiu majoritariamente áreas de manguezais, que são berço da biodiversidade

Roberta Jansen e Denise Luna, O Estado de S.Paulo

10 de dezembro de 2018 | 20h17

RIO - Pelo menos 45 mil litros de óleo (de um total de 60 mil vazados no fim de semana) já foram recolhidos por equipes de emergência que trabalham na Baía de Guanabara, no Rio, desde sábado. O duto onde ocorreu o vazamento de petróleo cru já foi reparado e voltou a operar normalmente nesta segunda As informações são da Transpetro, o braço de transportes da Petrobrás, responsável pelas operações no local.

O presidente do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), Marcus Lima, esteve na região nesta segunda-feira, 10, e informou que ainda não é possível determinar a extensão dos danos ambientais causados na região do vazamento, que é majoritariamente de manguezais. Essas áreas são muito ricas em biodiversidade e, por isso, muito sensíveis.

“Por ser uma área de mangue, muito rica em biodiversidade e suscetível, trata-se de um dano considerável”, afirmou Lima. “Mas estamos aguardando um relatório técnico mais conclusivo.” Segundo Lima, somente com essas informações será possível estabelecer o valor da multa a ser cobrada da Transpetro.

Em nota, a área técnica do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama) informou que “por se tratar de área de manguezais, considerada sensível, é necessária a ação natural das águas para dispersar o óleo que atingiu a vegetação e que, posteriormente, será recolhido ou absorvido”. Segundo os especialistas, outras condições poderiam aumentar o impacto ambiental. “Se houver chuva na região, a resposta à emergência será favorecida”, informou a nota.

O Ibama informou ainda que, até o momento, não houve registro de animais atingidos pelo óleo. Uma equipe do instituto, no entanto, está em deslocamento até o local mais atingido – que é de difícil acesso – para a realização de uma vistoria técnica.

Ao todo, estão mobilizados na região 413 profissionais, 24.600 metros de barreiras absorventes e de contenção, 19 caminhões, 22 embarcações de apoio, uma aeronave e três drones. A Transpetro informou em nota que, num sobrevoo à região no domingo, constatou apenas vestígios de óleo na foz e nas margens do Rio Estrela.

O vazamento de óleo que começou no sábado teria sido causado por uma tentativa de furto de petróleo – prática cada vez mais comum na região. Segundo o Inea, no entanto, isso não exime a Transpetro de responsabilidade pelo ocorrido.

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