Sergio Moraes / Reuters
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Trecho da Ciclovia Tim Maia desaba após deslizamento causado por temporal no Rio

Esta é a terceira vez que há desabamento de parte da obra que liga Leblon a São Conrado; em 2016, duas pessoas morreram e três ficaram feridas no acidente

Jéssica Otoboni e Roberta Jansen, O Estado de S.Paulo

07 de fevereiro de 2019 | 06h06
Atualizado 08 de fevereiro de 2019 | 00h34

SÃO PAULO - Um trecho da Ciclovia Tim Maia desabou após um deslizamento causado pelas chuvas que atingiram o Rio de Janeiro durante a noite de quarta-feira, 6. A parte danificada fica na Avenida Niemeyer, que está interditada nos dois sentidos, segundo o Centro de Operações da Prefeitura, para a atuação das equipes após o temporal que deixou ao menos cinco mortos.

Desde que foi inaugurada, em janeiro de 2016, a Ciclovia Tim Maia, na Avenida Niemeyer, em São Conrado, na zona sul, já sofreu três desabamentos. O mais grave deles ocorreu logo após a inauguração, em abril de 2016, quando uma ressaca no mar derrubou uma parte da pista, matando duas pessoas.

O prefeito do Rio, Marcelo Crivella, que esteve na Avenida Niemeyer durante boa parte da manhã desta quinta-feira, acompanhando o trabalho dos bombeiros, botou a culpa na gestão de Eduardo Paes, seu antecessor na prefeitura. “Essa ciclovia é cheia de problema”, disse. “Primeiro vem a onda e leva tudo; agora, o problema vem de cima. Essa ciclovia não foi preparada suficientemente.”

O engenheiro geotécnico Maurício Ehrlich, da Coppe/UFRJ, explicou que, no caso da ressaca de 2016, a falha foi, de fato do projeto da ciclovia, que não previa a ocorrência de ondas altas num trecho conhecido por essas ocorrências. Mas, no caso de ontem, o problema é mesmo o deslizamento da encosta.

“Houve o deslizamento de uma encosta, que atingiu um ônibus, que se chocou contra a ciclovia”, resumiu Ehrlich. “Ninguém faz um projeto para resistir a um deslizamento de terra; é preciso ter uma contenção na encosta para impedir o deslizamento. Desta vez a culpa não foi do projeto da ciclovia.”

O terceiro desabamento registrado na ciclovia foi em fevereiro de 2018, também depois de um forte temporal. Realizada pelo consórcio Concremat-Concrejato, a ciclovia custou R$ 45 milhões. 

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