Foto: FABIO MOTTA/ESTADÃO
Foto: FABIO MOTTA/ESTADÃO

Três escolas de samba mudam voto e Imperatriz pode ser rebaixada de novo

Liga diz que vai submeter a decisão desta quarta ao departamento jurídico antes de formalizar declaração sobre a agremiação

Fábio Grellet, O Estado de S. Paulo

26 de junho de 2019 | 23h04

Vinte e três dias após a reunião em que, por oito votos a cinco, a Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa) decidiu quebrar o regulamento e impedir o rebaixamento de uma agremiação pelo terceiro ano seguido, nesta quarta-feira, 26, em nova reunião da entidade, três escolas mudaram seus votos e o placar se inverteu. Por oito votos a cinco, decidiu-se que a Imperatriz Leopoldinense deve ser rebaixada. 

As escolas que mudaram de opinião foram Paraíso do Tuiuti, União da Ilha e Unidos da Tijuca. Beija-Flor, Mangueira, Portela, Vila Isabel e Viradouro já haviam se manifestado na reunião de 3 de junho contrárias à quebra das regras. Estácio de Sá, Grande Rio, Mocidade, Salgueiro e São Clemente mantiveram seu apoio ao não-rebaixamento da Imperatriz. 

Mas a situação continua indefinida: a própria Liga diz que vai submeter a decisão desta quarta-feira ao departamento jurídico antes de formalizar qualquer declaração referente à escola de Ramos, na zona norte do Rio. A Imperatriz, por sua vez, enviou à Liga nesta quarta-feira, antes da reunião, uma notificação extrajudicial em que informava que uma eventual decisão de voltar à situação anterior (a escola ser rebaixada), durante a reunião desta quarta, não produziria efeitos jurídicos, porque a reunião havia sido convocada sem a finalidade de debater o rebaixamento.

Após a reunião que decidiu pela virada de mesa, em 3 de junho, a Liga foi multada em R$ 750 mil pelo Ministério Público, mas ainda não pagou - prorrogado duas vezes, o prazo termina na próxima sexta-feira, 28.

 

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