Três morrem eletrocutados em Nova Iguaçu, na Baixada

Homens empurravam um carro alegórico; já no Complexo do Alemão, na zona norte do Rio, baile deixou dois baleados e quatro feridos

Felipe Werneck, O Estado de S. Paulo

18 de fevereiro de 2015 | 02h00

RIO - Três homens que empurravam um carro alegórico morreram eletrocutados, no início da madrugada desta terça-feira, 17, na Via Light, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Alegorias do carro abre-alas da escola de samba Palmeirinha encostaram em um cabo de alta tensão, e os três foram atingidos por uma descarga elétrica. Após o acidente, o desfile oficial da cidade foi cancelado pela prefeitura, responsável pela organização.

A tragédia aconteceu quando o veículo fazia uma manobra para entrar na área de concentração para o desfile. O acesso estava bloqueado por um carro.

Parentes das vítimas criticaram a falta de estrutura e demora no socorro. Segundo eles, a ambulância acionada demorou pelo menos 20 minutos para chegar ao local.

A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar o caso e informou que serão convocados para depor os responsáveis pelo bloco e os organizadores do evento. As vítimas foram levadas para o Hospital da Posse, mas não resistiram aos ferimentos e morreram. A identificação dos três não havia sido divulgada até o início da tarde.

O desfile oficial de Nova Iguaçu é realizado há três anos na Via Light, que concentra torres de transmissão da concessionária de energia Light. Procurada, a empresa informou apenas que vai aguardar o resultado da perícia feita no local pela polícia para se pronunciar.

Dezoito escolas de samba desfilariam até esta quarta-feira, 18. A Palmeirinha seria a terceira agremiação a desfilar nesta terça-feira.

Tiroteio no Alemão. No Complexo de Favelas do Alemão, na zona norte do Rio, um baile de carnaval terminou em correria e tiroteio.

Um homem e um adolescente foram baleados e outras quatro pessoas tiveram de ser levadas para o Hospital Getúlio Vargas com sintomas de intoxicação causada pelo gás pimenta lançado por policiais militares da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Alemão.

De acordo com relatos, o tumulto começou quando policiais tentaram acabar com a festa, na Estrada do Itararé, ordenando que o som fosse desligado, por volta de 3 horas.

Os PMs chegaram e lançaram bombas de efeito moral e gás pimenta contra frequentadores do baile, que jogaram garrafas na direção dos policiais.

Em nota, a Coordenadoria de Polícia Pacificadora (CPP) afirmou que os agentes foram recebidos a tiros. A CPP informou ainda que um policial ficou ferido com um corte da cabeça, mas passa bem.

Pânico. Moradores relataram momentos de pânico em posts publicados nas redes sociais.

"Foi desesperador, eu estava lá e a bala comeu do meu lado. Muitas crianças e os pais entrando em qualquer canto para proteger seus filhos", descreveu uma moradora.

"Os caras, além de dar tiros, muitos, causando toda aquela correria, começam a lançar granadas de efeito moral e gás pimenta no meio daquela multidão", escreveu Raull Santiago, do Coletivo Papo Reto, referindo-se a policiais da UPP. "Os PMs chegam no auge da festa e passam de barraqueiro em barraqueiro mandando desligar o som. Esquecem que no dia anterior quase não se vendeu nada por causa da chuva torrencial."

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