Três policiais militares são mortos em menos de 48 horas no Rio

Casos aconteceram em Nilópolis, Mesquita e na zona norte da capital; no ano, 13 PMs foram mortos no Estado, 5 deles em serviço

Carina Bacelar, O Estado de S. Paulo

09 Março 2015 | 10h26

RIO - Três policiais militares foram mortos em confrontos em menos de 48 horas entre sábado, 7, e esta segunda-feira, 9. As mortes elevam para 13 o número de PMs assassinados no Rio só neste ano. Na noite deste domingo, 8, Diego Moutinho da Silva Maia, de 29 anos, foi baleado em Nilópolis, na Baixada Fluminense. De acordo com a Polícia Militar, ele estava em um bar na Rua Marechal Castelo Branco, quando, segundo testemunhas, decidiu abordar um suspeito armado. Esse homem teria fugido e voltado depois com mais três pessoas, que dispararam contra o policial. 

Maia, que trabalhava no 39º Batalhão de Polícia Militar (Belford Roxo) estava de folga. Ele chegou a ser levado por volta de 23h30 de domingo para a Unidade de Pronto Atendimento de Ricardo de Albuquerque, na zona norte do Rio, mas não resistiu aos ferimentos. O caso é investigado pela Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense. 

Esse também é o segundo caso de policial morto em menos de 48h só nessa região. No sábado, o  soldado Adson Nunes da Silva, lotado na Coordenadoria de Inteligência da Polícia Militar, foi morto a tiros e deixado neste sábado na UPA de Edson Passos, em Mesquita, na Baixada Fluminense. O PM foi levado para o local por um carro não identificado. Policiais do 20º Batalhão de Polícia Militar (Mesquita) foram acionados. 

O caso está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense. A Polícia Civil afirmou que está buscando imagens de câmeras de segurança instaladas na região e possíveis testemunhas que possam ajudar nas investigações.

O terceiro assassinato registrado no fim de semana foi o de um sargento da PM, Marcelo Salles, atingido por cinco tiros após uma abordagem nas proximidades da comunidade do Juramento, na zona norte. De acordo com informações do 41º Batalhão de Polícia Militar, onde Salles trabalhava, ele e outros PMs pediram que um carro em atitude suspeita parasse. Ao se aproximarem do veículo, os policiais foram atacados a tiros e com uma granada.

Salles chegou a ser levado para o Hospital Estadual Getúlio Vargas, no bairro da Penha, zona norte, mas não resistiu. Outros dois PMs ficaram feridos na ação e foram levados para a mesma unidade, mas não correm risco de morte.

Um sargento identificado como Moraes foi atingido na mão por um dos disparos e foi transferido para o Hospital Central da PM, no bairro do Estácio, na região central do Rio. Já o subtenente Maxuell se feriu com estilhaços de granada e já foi liberado. Com Salles, chegou a cinco o número de PMs mortos em serviço em 2015.

Também no sábado, três PMs foram feridos por disparos de armas de fogo em comunidades com Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs). No Complexo do Alemão, na zona norte, PMs das UPPs da Fazendinha e de Nova Brasília saíram em patrulha por volta das 15h quando um deles foi baleado na cabeça. O PM foi levado para o Hospital Getúlio Vargas. O estado de saúde dele não foi divulgado.

De acordo com a Coordenadoria de Polícia Pacificadora, não há informações sobre prisões ou apreensões de drogas e armas no local. 

Já no Largo da Alvorada, na Favela de Nova Brasília, pertencente ao Complexo do Alemão, um policial da UPP da comunidade levou um tiro de raspão na barriga  durante um patrulhamento na madrugada deste sábado. Encaminhado também ao Hospital Getúlio Vargas, o PM foi medicado e liberado.

No mesmo dia, pela manhã, um policial pertencente à UPP do Morro da Providência, no centro, feriu-se sem gravidade com estilhaços de bala durante um confronto com homens armados na comunidade. Elias da Silva Nepomuceno, de 34 anos, foi atingido no pescoço e, ferido sem gravidade, foi atendido no Hospital Souza Aguiar, no centro. 

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