Tripulantes saem ilesos de pouso forçado de helicóptero no Rio

Vestígio de sangue levou técnicos da Aeronáutica a pensarem que um pássaro tenha se chocado com cauda

Pedro Dantas, de O Estado de S.Paulo,

17 de março de 2008 | 21h06

Instrutor e aluno escaparam com vida após um pouco forçado de um helicóptero modelo Robson 22, prefixo PT-YFV, na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio, na manhã desta segunda-feira, 17. Vestígios de sangue levaram os técnicos do Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa) a acreditar que um pássaro pode ter se chocado contra o rotor de cauda, que caiu e provocou a desestabilização da aeronave.  Este é o segundo acidente que ocorre com aeronaves que decolam do Aeroporto de Jacarepaguá neste mês. No último dia 2, um monomotor caiu próximo a um edifício e deixou quatro pessoas mortas.  Como no acidente do dia 2, o helicóptero caiu a poucos metros de uma área habitada, em um terreno entre a Avenida Embaixador Abelardo Bueno e a Rua Luís Sérgio Person, onde do outro lado da rua estão os escritórios do Pólo de Cinema e Vídeo da Barra da Tijuca. "Ouvi uma explosão e quando olhei a parte de trás do helicóptero estava caindo. Depois, a aeronave parecia desgovernada e pousou de qualquer jeito. Os dois tripulantes saíram sozinhos. Um deles até com um celular na mão", contou o servente Leonardo Rodrigues Lopes, de 22 anos. "Recolhemos o material para análise e os vestígios de sangue que encontramos reforçam a hipótese de um choque com uma ave", disse o major do Seripa, Raul de Souza. Segundo ele, a aeronave decolou pouco depois das 10 horas do Aeroporto de Jacarepaguá para um vôo de instrução. "Após 50 minutos de vôo, o problema aconteceu quando o aluno fazia a última manobra de aproximação para a aterrissagem", afirmou o major. Ele disse que o instrutor Eric Ramiro Freitas, da Nacional Escola de Pilotagem, realizou com sucesso o procedimento padrão em caso de pouco forçado cuja a manobra de aterrissagem é conhecida como "auto rotação". No momento do pouso, o aluno Bruno Mattos Farsella pilotava o helicóptero, mas o instrutor assumiu o controle após perceber o problema. Irritados com a presença da imprensa, ambos não quiseram dar declarações. A perícia que vai revelar os motivos da pane no helicóptero ficará pronta em até 60 dias.  Fechamento do aeroporto O gerente regional de Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) , Enzo Schiavo, esteve no local e descartou o fechamento do Aeroporto de Jacarepaguá, conforme reivindicam algumas associações de moradores da Barra da Tijuca. "Há um estudo sendo realizado sobre este aeroporto, que é feito para aeronaves de pequeno porte como a que sofreu este acidente. São cinco mil vôos por mês e um acidente como este não compromete", declarou Schiavo. Em visita ao Rio, na semana passada, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, também descartou a possibilidade de fechamento do aeroporto.

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