Marcos Arcoverde/Estadão
Marcos Arcoverde/Estadão

'Tudo pode acontecer. O avião não cai?', diz diretor da Liga das Escolas do Rio

Elmo José dos Santos comparou os acidentes com carros alegóricos a desastres aéreos e afirmou que decisão de continuidade de desfile não foi só da entidade

Constança Rezende, O Estado de S.Paulo

02 Março 2017 | 13h23

RIO - O diretor de carnaval da Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa), Elmo José dos Santos, comparou os acidentes com os carros alegóricos na Marquês de Sapucaí a desastres de avião, dizendo que "tudo pode acontecer". A declaração foi feita na manhã desta quinta-feira, 2, em frente a 6ª Delegacia de Polícia (Cidade Nova), na região central da capital fluminense

"Tudo pode acontecer. O avião não cai? O avião não foi feito para cair, mas ele também cai. Então tudo pode acontecer", disse o representante da Liesa. "Acho que agora temos que esperar a perícia fazer o seu trabalho e as escolas procurarem cada vez mais trabalhar com os órgãos públicos para que coisas como essas não aconteçam."

Santos também afirmou que a decisão criticada da Paraíso do Tuiuti de seguir com o desfile mesmo após o acidente não foi tomada apenas pela Liesa.

"O carnaval chegou a ser parado por 40 minutos e só foi liberado após os bombeiros fazerem todo o atendimento. As autoridades que estavam presentes também liberaram. A decisão não foi tomada aleatoriamente", afirmou. "Foi uma decisão tomada com as autoridades que estavam ali, que liberaram."

A Liesa tomou a decisão de não rebaixar nenhuma escola depois dos acidentes que aconteceram no desfile. Para esta quinta, são esperados depoimentos do presidente da Liesa, Jorge Castanheira, do engenheiro da escola Paraíso do Tuiuti e do presidente da agremiação, Renato Thor, que já chegou à 6ª DP.

Mais conteúdo sobre:
Carnaval Santos Paraíso Tuiuti

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.