Túnel Rebouças pode ser parcialmente aberto na segunda

Secretário de Obras estima que local sera liberado no sentido Zona Norte; trabalhos continuam no local

Pedro Dantas, do Estadão,

28 Outubro 2007 | 13h17

Após quase uma semana de interdição, que provocou o caos no trânsito do Rio, o Túnel Rebouças deve ser parcialmente reaberto nesta segunda-feira, 29. O secretário municipal de Obras do Rio, Eider Dantas, anunciou neste domingo, 28, que a reabertura da galeria do Túnel Rebouças, no sentido Zona Sul para a Zona Norte, está prevista para às 5 horas desta segunda-feira.   No local, deve ser implantado o tráfego no sentindo contrário a partir das 16 horas para facilitar a volta para casa dos moradores da Zona Sul da cidade. Dantas disse que a reabertura total do túnel pode acontecer na terça ou quarta-feira, caso não volte a chover no Rio. Na semana passada, o secretário municipal de Transportes, Arolde de Oliveira, disse que a Prefeitura adotaria o rodízio de carros, nos mesmos moldes da capital Paulista, se houvesse atraso na liberação do Rebouças.   De acordo com a Prefeitura do Rio, cerca de 6 mil toneladas de terra já foram retiradas da encosta localizada acima da entrada do túnel e abaixo do Morro Cerro-Corá, no Cosme Velho. No entanto, a quantidade de terra que caiu da encosta pode ser bem maior do que as 7 mil toneladas estimadas inicialmente. Apesar do otimismo das autoridades municipais, a tática de colocar uma retroescavadeira na encosta para a retirada fracassou, pois o equipamento afundou. A remoção é feita manualmente por funcionários da Defesa Civil e acelerada pelos bombeiros com jatos d'água.   "Uma cúpula de metal de 4,5 metros de extensão será instalada na galeria liberada para proteger motoristas dos detritos. Com o mesmo objetivo, um bloco de concreto com 2,6 metros de altura será posicionado entre as duas galerias do túnel", anunciou Dantas.   Troca de acusações   Neste domingo, autoridades municipais e estaduais voltaram a trocar acusações sobre a responsabilidade do desmoronamento. O secretário municipal de Obras, Eider Dantas, anunciou a descoberta de um cano de duas polegadas da Cedae (Companhia Estadual de Águas e Esgotos) com furos e rachaduras sobre a encosta. O presidente da companhia, Wagner Victer, voltou a afirmar que um cano com as medidas anunciadas não seria capaz de provocar a queda de barreira mesmo vazando por meses.   "Não vou cair na armadilha política que visa desviar a atenção da população sobre as causas deste acidente. Se um cano com o diâmetro de uma caixa de fósforos rachado causasse deslizamento de terra, todas as favelas do Rio já teriam ruído. A responsabilidade de drenagem, combate ao desmatamento coleta de lixo e controle de encostas e das construções irregulares é do município", declarou Victer. Segundo ele, as ligações de água no Cerro-Corá foram feitas no ano passado pelo programa de obras Favela-Bairro da Prefeitura.   Em meio ao bate-boca de autoridades, os moradores do Cerro-Corá reclamam que o fornecimento de água foi suspenso desde o deslizamento da encosta. A Prefeitura anunciou que irá disponibilizar carros-pipa para abastecer a caixa-d'água da favela. A Cedae informou que ligou a água na sexta-feira, mas prioriza o fornecimento para os bombeiros que jogam água sobre a encosta.

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