Túnel Rebouças será totalmente reaberto na quarta-feira

Expectativa da prefeitura é que o dia ainda seja de lentidão e congestionamento até a reabertura do túnel

30 Outubro 2007 | 09h34

O secretário municipal de Transportes, Arolde de Oliveira, confirmou que o Túnel Rebouças, principal ligação entre as zonas sul e norte do Rio de Janeiro, vai ser totalmente reaberto para o trânsito de veículos às 5 horas de quarta-feira. Segundo o secretário, a reabertura total do túnel também afasta a possibilidade de a cidade adotar um rodízio de veículos no mesmos moldes do que já existe em São Paulo. No entanto, as obras de contenção na encosta devem demorar seis meses.   Nesta terça-feira, no entanto, o dia ainda será de lentidão e a prefeitura sugere aos motoristas a 'carona solidária' ou ainda a escolha por meios de transporte coletivos, como o ônibus, os trens metropolitanos e o metrô. Segundo o boletim de trânsito online da Prefeitura do Rio, os principais pontos de congestionamento estão na Radial Oeste, uma das alças de acesso ao Túnel Rebouças, e no Aterro do Flamengo, na zona sul.   Troca de farpas   Enquanto a população do Rio sofre com o trânsito caótico, autoridades trocam acusações e insultos sobre a responsabilidade pelo deslizamento de terra sobre o Túnel Rebouças. A passagem foi reaberta parcialmente na terça-feira, mas o trânsito continuou moroso na zona sul e em parte da zona norte.   O novo bate-boca foi causado pelo terceiro cano rompido apresentado pelo secretário municipal de Obras, Eider Dantas, como causa para o desmoronamento. "Está mais do que comprovado que a causa do deslizamento foi o vazamento", disse Dantas que acusou o presidente da Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae), Wagner Victer, de cortar o abastecimento de água para o Morro Cerro-Corá, localizado acima do túnel "para que os vazamentos não fossem descobertos".   "Ele devia ter nos apresentado o vazamento para trabalharmos juntos. Mas é uma vedete, gosta dos holofotes. Ficou oito anos mamando nas tetas da Rosinha e do Garotinho (ex-governadores do Rio) e agora mama nas tetas do Cabral", acusou Dantas.   O secretário de Obras já tinha apresentado dois canos como suposto motivo do vazamento. O primeiro foi descartado como causa porque tinha só meia polegada. O outro, Dantas admitiu ontem, era de uma tubulação da prefeitura.   O presidente da Cedae disse que o cano apresentado ontem fica a 100 metros de onde ocorreu o deslizamento.Victer disse que não comentaria as acusações do secretário "por educação e formação". Mas foi irônico: "qualquer crítica vinda dele enriquece o meu currículo profissional."   (Colaborou Pedro Dantas)

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