Túnel Rebouças vai ficar bloqueado pelo menos até segunda

Previsão é de que trabalhos de remoção das 7 mil toneladas de terra durem pelo menos 72 horas

Clarissa Thomé, do Estadão,

25 de outubro de 2007 | 18h24

O Túnel Rebouças, principal ligação entre as zonas norte e sul do Rio de Janeiro, deve ficar fechado pelo menos até segunda-feira, segundo previsão de Eider Dantas, secretário municipal de Obras. O túnel foi bloqueado depois que mais de 7 mil toneladas de terra deslizaram devido às chuvas que atingem a cidade desde a madrugada de quarta-feira, 24. A idéia de que um vazamento possa ter provocado os deslizamentos foi reforçada nesta quinta. Chuvas deixam 1.500 desalojados e três mortos Em 12 h, choveu 90% da média de todo o mêsAcompanhe ao vivo a situação do trânsito  Imagens do caos no Rio  De acordo com Elder, a máquina retroescavadeira que faria a limpeza das 7 mil toneladas de terra que desabaram sobre um dos acessos do túnel não pôde começar o trabalho devido ao risco de novos deslizamentos. No fim da tarde desta quinta, os técnicos da Prefeitura decidiram mudar a estratégia e passaram a operar com jatos d'água. A idéia é provocar novos desabamentos. "Ainda tem muita terra para cair. Queremos desbarrancar o morro, induzindo os deslizamentos, para que a retroescavadeira possa atuar sem risco de ser soterrada", afirmou Eider Dantas. O secretário calcula que poderá reabrir o Rebouças 72 horas depois que os funcionários possam iniciar os trabalhos de limpeza no túnel. Segundo Dantas, os operários localizaram canos da Companhia Estadual de Águas e Esgoto, o que reforça a tese de que um vazamento possa ter provocado o acidente. "O primeiro deslizamento ocorreu às 16h30 de terça-feira, antes do início das chuvas", afirmou. Serão feitos testes nos canos para revelar se houve vazamento. Diariamente, 220 mil veículos passam pelo local. A prefeitura do Rio estimou que precisará remover 700 caminhões lotados de barro para liberar as pistas. Nesta quinta-feira, 25, a situação do trânsito era melhor na capital fluminense, depois de uma quarta-feira caótica. Nesta manhã, a chuva voltou a cair na capital fluminense e, apesar da fraca intensidade, os trabalhos de remoção da terra foram adiados.  Texto alterado às 18h58 para acréscimo de informações. 

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