FABIO MOTTA/ESTADÃO
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Turista argentina é morta a facadas na praia de Copacabana

Laura Pâmela Viana estava na areia, perto do Hotel Copacabana Palace, com 3 amigos, quando foi abordada por 2 homens

Constança Rezende e Roberta Pennafort, O Estado de S.Paulo

17 de fevereiro de 2016 | 11h26

RIO - A passeio no Rio desde domingo, a turista argentina Laura Pamela Viana, de 25 anos, foi morta com uma facada no peito na madrugada desta quarta-feira, 17. Ela estava com três amigas, também argentinas, na areia da Praia de Copacabana (zona sul), quase na frente do Copacabana Palace, um dos hotéis mais famosos do País. Esfaqueada ao tentar fugir de assaltantes, Laura chegou a ser socorrida, mas morreu no Hospital Miguel Couto.

As amigas contaram aos investigadores da Polícia Civil que, por volta das 2 horas, dois homens as atacaram. Elas tentaram fugir em direção ao calçadão, mas Laura foi alcançada pelos criminosos. Policiais militares perseguiram os acusados e capturaram Paulo Henrique Coelho Moreira, de 21 anos, e Douglas Emelick Gonzaga, de 32. As turistas os reconheceram. Eles foram autuados em flagrante pelos crimes de latrocínio e por três tentativas de roubo com emprego de arma.

Segundo o delegado titular da Delegacia de Homicídios, Fábio Cardoso, os acusados confessaram o crime em depoimento à polícia. “Inicialmente, eles alegaram inocência. Depois, começaram a descrever a dinâmica do crime, se dizendo arrependidos”, afirmou Cardoso.

O policial disse que as turistas, em depoimentos, relataram que os acusados abordaram o grupo pedindo cigarros e tentaram puxar conversa. “Quando descobriram que se tratava de um assalto, elas começaram a correr, mas Laura foi pega por Paulo Henrique, que a esfaqueou. Douglas, então, roubou sua bolsa”, disse o delegado.

A bolsa e a faca usada no crime não foram encontradas pelos policiais, que suspeitam que os criminosos a tenham enterrado na areia. Os presos são moradores da Baixada Fluminense. Paulo Henrique Moreira já foi preso por roubo. Douglas Gonzaga, por porte de drogas, formação de quadrilha e ameaça.

Férias. Laura Pamela Viana, que era funcionária de call center na empresa argentina Allus Global BPO Center, deixou o filho Alejo, de 4 anos, e o marido, Sergio Plutt. Ambos a acompanhavam na viagem de férias, mas ficaram no apartamento alugado pelo grupo em Copacabana. Laura saiu com as amigas.

De acordo com o Consulado da Argentina, a expectativa é que o corpo de Laura seja levado nesta quinta para a sua cidade natal, Fontana, que fica na região norte do país. O cônsul adjunto Sebastian D’Alessio acompanhou o caso desde as 4h30, quando foi acionado pela Delegacia Especial de Apoio ao Turismo (Deat).

De acordo com D’Alessio, ainda não é possível dizer se o caso afetará a vinda de turistas argentinos para o Brasil. “O que se pode dizer é que o caso levará uma mensagem de precaução aos turistas que visitam cidades grandes. Em nosso site, informamos para que evitem espaços de pouca circulação de pessoas a altas horas da madrugada e não levem objetos valiosos para a praia”, afirmou.

No domingo, o marido comemorara a chegada da família ao Rio em sua página do Facebook. “Esperamos desfrutar de umas merecidas férias”, postou. No dia seguinte, ele publicara fotos com Laura e o filho nas praias Vermelha e Copacabana, “mesmo com chuva”, escreveu. Na noite desta quarta, em nova postagem, Plutt escreveu que Pamela o ajudará a conseguir “a luz necessária para sair deste momento horrível”.

Ação. Durante a tarde, policiais do 19.º Batalhão de Polícia Militar (BPM) fizeram uma operação no local do crime com agentes da Secretaria de Ordem Pública da prefeitura do Rio. Eles abordaram mendigos e suspeitos na tentativa de achar facas ou objetos roubados. Um homem conseguiu fugir em correria pela praia.

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