Tasso Marcelo/Estadão
Tasso Marcelo/Estadão

Turista chinês é morto em tentativa de assalto em Ipanema

Outra vítima ficou ferida na ocorrência na madrugada desta quinta-feira e está internada em um hospital particular

Marcio Dolzan e Fábio Grellet, O Estado de S.Paulo

29 de agosto de 2019 | 09h03
Atualizado 29 de agosto de 2019 | 23h45

RIO - Um chinês foi morto com uma facada no peito desferida durante uma tentativa de assalto em Ipanema (zona sul do Rio de Janeiro), por volta das 23h de quarta-feira, 28,. Chen Cangyang, de 30 anos, faria aniversário em 6 de setembro. No momento do crime, Cangyang estava com outros dois colegas chineses - um deles também foi esfaqueado, mas resistiu, está internado e não corre risco de morte. A terceira vítima saiu ilesa.

Cangyang chegou ao Brasil em julho, para trabalhar em uma empresa de engenharia responsável por instalar uma linha de transmissão de energia da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, para o Sudeste. Ele já havia encerrado sua prestação de serviços e se desligado da empresa, mas permanecia no Brasil, onde poderia morar até 10 de novembro. A situação de seus colegas era idêntica.

Junto com Liu Yue, de 32 anos, e outro colega, de 47 anos, Cangyang caminhava pela avenida Vieira Souto, à beira da praia, entre as ruas Vinícius de Moraes e Farme de Amoedo, quando foi abordado por criminosos que, armados com pelo menos uma faca, anunciaram o assalto.

Até a noite desta quinta-feira, 29, não estava claro se os chineses reagiram ou foram atacados mesmo cumprindo as ordens dos assaltantes. Para a polícia, o mais provável é que as vítimas, que não falam português, não entenderam que se tratava de um assalto e por isso foram atacados. Os criminosos esfaquearam duas vítimas e fugiram levando dois celulares.

Os dois feridos foram socorridos pelo Corpo de Bombeiros e encaminhados ao Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea (zona sul), onde Cangyang morreu. No início da manhã desta quinta-feira, Yue foi transferido para a Clínica São Vicente, hospital particular situado no mesmo bairro. Segundo a polícia, ele não corre risco de morte, mas não há previsão de alta.

O crime está sendo investigado como latrocínio (roubo seguido de morte) pela Delegacia de Homicídios do Rio. A partir de uma denúncia anônima, um morador de rua foi localizado, conduzido à delegacia e interrogado, mas o chinês que não se feriu não o reconheceu como um dos autores do crime. Como ele tem características físicas marcantes, a polícia acredita que realmente não tenha participado da tentativa de assalto - se tivesse, seria improvável que o chinês não houvesse guardado suas características.

Retrato falado

O secretário estadual de Polícia civil, Marcus Vinicius Braga, o secretário estadual de Turismo, Otavio Leite, o chefe do Departamento Geral de Homicídios e Proteção à Pessoa (DGHPP), Antônio Ricardo Nunes, e o cônsul chinês no Rio se reuniram na tarde desta quinta-feira no centro do Rio. Segundo a Polícia Civil, dez equipes da Delegacia de Homicídios estão trabalhando para identificar o suspeito e em breve serão divulgados retratos falados dos três assaltantes.

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