WILTON JUNIOR
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Turista estrangeiro paga mais em Copacabana

Rede custa R$ 90 para carioca e R$ 120 para turistas; banhistas levam bolsas térmicas para economizar

Ronald Linconl Jr., O Estado de S. Paulo

31 Dezembro 2014 | 06h00

RIO - Às vésperas do réveillon, os preços cobrados nas praias da zona sul carioca aumentaram, especialmente em Copacabana, onde acontece a mais importante queima de fogos da cidade. Perto do palco principal montado na areia, na altura do hotel Copacabana Palace, os valores dos produtos e serviços chegaram a dobrar nos últimos dias. Os turistas estrangeiros pagam até mais caro que os cariocas. E os vendedores alertam: hoje os preços estarão ainda mais altos.

Um ambulante cobrava, na manhã dessa terça-feira, 30, R$ 120 por uma rede a estrangeiros. Para os brasileiros, o preço era R$ 90. Nas barracas espalhadas pela areia, o coco, o copo de mate e as latas de refrigerantes passaram de R$ 4 para R$ 6, assim como os espetinhos de camarão e queijo coalho. A lata grande de cerveja já está valendo R$ 9. Na semana passada, custava R$ 7. O picolé de frutas passou de R$ 5 a R$ 7.

Os vendedores ouvidos pelo Estado atribuíram o acréscimo nos preços à majoração imposta por fornecedores. O militar Germano Hurtado, de 41 anos, morador do Rio, foi à Praia de Copacabana com a família ciente dos altos preços praticados no período. Por isso, levou o próprio cooler com bebidas, além de lanche em uma bolsa térmica, para não ter de comprar nada no local. “Está tudo muito caro aqui”, reclamou.

Só que ele precisou alugar uma cadeira e um guarda sol em uma barracas a cerca de 50 metros do palco principal de Copacabana, e se chocou com o custo do serviço. Fora da época de festa, o aluguel da cadeira custa em média R$ 5 e do guarda-sol, R$ 10. Nesta semana, os preços subiram para R$ 10 e R$ 20, respectivamente. “O aluguel está custando quase o preço do produto novo, imagine amanhã.”

A turista paulistana Cláudia Inocêncio, de 35 anos, também se surpreendeu com o valor do sanduíche natural que comprou de uma vendedora ambulante: R$ 20. “Estamos em uma barraca do Copa, acha que ela vai vender por R$ 10?”, ironizou o marido de Cláudia, o engenheiro Francisco Pereira, de 55, em referência às barracas particulares separadas para os clientes do hotel.

Papa. A Prefeitura do Rio está aguardando 2 milhões de pessoas, entre elas 816 mil turistas 49 mil a mais do que em 2013, para acompanhar a festa de réveillon em Copacabana, que abre as comemorações do aniversário de 450 anos do Rio. A tradicional queima de fogos vai durar 16 minutos e terá um efeito inédito, pois escreverá “Rio 450" no céu por duas vezes. O prefeito Eduardo Paes (PMDB) revelou que durante a festa será transmitida uma mensagem do papa Francisco em homenagem ao aniversário da cidade e em recordação à Jornada Mundial da Juventude, em 2013.

O evento também terá um esquema de segurança inédito. Pela primeira vez, será instalado o Centro Integrado de Comando e Controle Móvel, que ficará na praia de Copacabana e será capaz de identificar o uso de armas de fogo no meio da multidão. /COLABOROU ROBERTA PENNAFORT

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