Ricardo Moraes/Reuters (27/10)
Ricardo Moraes/Reuters (27/10)

Um dia após incêndio, dezenas de bombeiros ainda atuam no rescaldo do Hospital de Bonsucesso

Prédio que pegou fogo abrigava a enfermaria e o CTI; três pessoas morreram

Marcio Dolzan, O Estado de S.Paulo

28 de outubro de 2020 | 10h10

RIO - Uma coluna de fumaça negra ainda se elevava do Prédio 1 do Hospital Geral de Bonsucesso, na zona norte do Rio, na manhã desta quarta-feira, 28. Um dia após o incêndio que causou a morte de três pessoas e a remoção de mais de 150 pacientes no Hospital Federal de Bonsucesso, na zona norte do Rio,, bombeiros de treze quartéis continuavam a trabalhar no local. Eles passaram o dia no trabalho de rescaldo, ainda debelando pequenos focos de chamas. Eram 40 militares de manhã e chegaram a 60, à tarde. O edifício seguiu interditado.

As causas do incêndio são apuradas em inquérito aberto pela Polícia Federal. Integrantes da PF estiveram no hospital, mas não puderam entrar no prédio incendiado. O local ainda não tinha sido liberado pelos bombeiros, nem pela Defesa Civil. Os policiais conversaram com a direção do hospital. Ainda não foi possível periciar o edifício.

O prédio que pegou fogo abrigava a enfermaria e o Centro de Terapia Intensiva (CTI). Quando o incêndio começou, era ocupado por 162 pacientes, que precisaram ser imediatamente transferidos. Oito deles faziam tratamento contra a covid-19. Pelo menos duas das vítimas fatais pertenciam a esse grupo e morreram durante a remoção.

Boa parte dos pacientes foi levada para o Hospital de Campanha do Riocentro, na zona oeste. A unidade foi aberta em meio à pandemia pela Prefeitura do Rio para tratar exclusivamente de pacientes com covid-19. Ao todo, 64 leitos foram disponibilizados para os pacientes removidos do Hospital de Bonsucesso. Outras doze unidades de saúde do município também receberam pacientes.

A Defesa Civil do Rio informou que aguardava o fim do trabalho dos bombeiros para vistoriar o prédio que pegou fogo. Há o temor de a estrutura ter sido comprometida pelas chamas.

"(O rescaldo) exige muita calma, porque é uma etapa que precisa ser tecnicamente muito bem finalizada, para cessar todos os focos de incêndio, e então liberar a área para as equipes da perícia e da Defesa Civil", explicou o subsecretário de Proteção e Defesa Civil, Djalma de Souza Filho.

 

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