Uma pessoa é presa e outra fica ferida após tiroteio na Maré

Para tentar fugir, motoristas que trafegavam pela Linha Vermelha andaram de marcha à ré e provocaram tumulto no trânsito da região

Fábio Grellet e Thaise Constancio, O Estado de S. Paulo

24 Outubro 2014 | 14h46

RIO - Uma pessoa foi presa e outra ficou ferida no intenso tiroteio entre militares e traficantes no Complexo de Favelas da Maré, na zona norte do Rio de Janeiro, na noite desta quinta-feira, 23. Motoristas que transitavam pela Linha Vermelha, que passa à margem do complexo, tentaram escapar da linha de tiro trafegando de marcha à ré e até abandonando os veículos. Houve engarrafamento, que se estendeu até a Ilha do Governador, e, segundo a Polícia Militar, criminosos invadiram a via expressa para tentar promover um arrastão.

Segundo a PM, os bandidos tentaram atear fogo em um ônibus municipal, que acabou ficando atravessado na Linha Vermelha. O preso seria ligado ao crime organizado e o ferido foi atendido na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Maré.

Alunos do câmpus da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), no Fundão, vizinho da Ilha do Governador, desistiram de sair da universidade ao constatar o tiroteio na via expressa. Com medo de passar em meio aos tiros, muitos estudantes permaneceram na faculdade pelo menos até as 22 horas de quinta-feira. 

Segundo a PM, o tiroteio começou na Vila do João e envolve a disputa de duas facções criminosas pelo controle do tráfico de drogas.

Desde abril, o Complexo de Favelas da Maré está ocupado por tropas federais que auxiliam o Estado do Rio no processo de pacificação dessas comunidades. As Forças Armadas devem permanecer na região até o fim do ano.

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