Marcos de Paula/Estadão
Marcos de Paula/Estadão

UPP é atacada no Complexo do Alemão após morte de suposto criminoso

Matheus Alexandre da Silva, de 18 anos, foi baleado e morreu no hospital. Segundo polícia, ele tinha uma pistola e um carregador

Clarissa Thomé, O Estado de S. Paulo

20 de julho de 2014 | 19h42

RIO - A base da Unidade de Polícia Pacificadora do Complexo do Alemão foi atacada na noite deste domingo, dia 20, e um carro da Polícia Militar foi incendiado. O ataque ocorreu na noite deste domingo, 20, numa possível retaliação à morte de Matheus Alexandre Silva dos Santos, de 18 anos, morto em troca de tiros com policiais militares nesta tarde. Um veículo blindado, conhecido como Caveirão, foi enviado para o local e o clima é tenso na região.

Santos foi morto por volta das 14 horas. Policiais patrulhavam a Praça do Índio e trocaram tiros com um grupo de traficante. O rapaz foi baleado e levado para o Hospital Estadual Getúlio Vargas, onde morreu. De acordo com os policiais, Santos era conhecido como Papa e com ele foram apreendidos uma pistola 9 milímetros e um carregador. 

Esse não é o primeiro ataque à UPP no Alemão este ano. Em abril, dois policiais militares ficaram feridos, quando traficantes dispararam na direção da UPP Nova Brasília. Num dos casos, o PM ferido precisou esperar por socorro durante 40 minutos. Em março, a mesma UPP foi atacada em dias consecutivos, mas não houve feridos. Em maio, oito pessoas foram presas na Nova Brasília por ataques às Unidades de Polícia Pacificadora. 

Em julho de 2012, a policial militar Fabiana Aparecida de Souza, de 30 anos, foi assassinada também num ataque à UPP da Nova Brasília, no primeiro caso de morte de um PM em unidade pacificadora. Ela foi atingida por um tiro de fuzil 762, que atravessou seu colete.

Atualizado às 23h51

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