Wilton Junior/Estadão
Wilton Junior/Estadão

Vila Isabel narra o verão da família imperial na cidade de Petrópolis com riqueza e samba no pé

Segunda escola a passar pelo sambódromo do Rio nesse último dia de disputa do grupo especial abriu o desfile com um ‘devaneio real’ na comissão de frente

Fernanda Nunes e Fábio Grellet, O Estado de S.Paulo

05 de março de 2019 | 00h47

A azul e branca do bairro de Noel trouxe a família real e a cidade serrana de Petrópolis (RJ) à Marquês de Sapucaí. Com o enredo “Em nome do pai, do filho e dos santos – a Vila canta a cidade de Pedro” e assinatura do carnavalesco Edson Pereira, a escola narrou os tempos áureos do município fluminense, morada de verão de Dom Pedro II e descendentes, entre eles a Princesa Isabel

+ Acompanhe os desfiles das escolas de samba do Rio de Janeiro 

Segunda escola a passar pelo sambódromo do Rio nesse último dia de disputa do grupo especial, a Vila abriu o desfile com um ‘devaneio real’ na comissão de frente. Uma visita ao Palácio Imperial foi o pontapé ao espetáculo, que surpreendeu a plateia do início ao fim. O samba, truncado e de difícil compreensão, não provocou a adesão imediata do público. Mas à medida que as alas passavam, a grandiosidade dos carros, a riqueza de detalhes das fantasias e a exuberância das cores conquistavam.  

A escola iniciou o desfile com um baile-fantasma, um aperitivo do que estaria por vir: um conto de príncipes e princesas do passado, cheio de samba no pé, mas carregado também de modernidade. Na comissão de frente, um susto: um turista levita e desaparece, mágica de carnaval. A partir daí, um arco-íris desfilou pela Sapucaí, que assistiu com entusiasmo a cidade de Petrópolis sendo defendida com garra por cada integrante. 

Com as cores da Mata Atlântica, do verde ao roxo, o segundo casal de mestre-sala e porta-bandeiras, Jackson Senhorinho e Bárbara Dionísio fizeram jus à fantasia: um baile no jardim das borboletas. A chegada da modernidade, com a maria fumaça petropolitana, coube à Sabrina Sato, uma beleza à parte da escola. Mas, com tantos holofotes sobre ela e calçando um salto-agulha de dar inveja a qualquer passista, a musa parecia desconfortável. Sorte estar acompanhada por uma bateria de elite, própria de uma campeã.  

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.